pra minha eterna ramona

Um dos meus maiores amores na vida se foi.

Ramona: novinha na janela

A minha cachorra Ramona morreu sábado de manhã, após uma longa batalha contra uma doença maldita e cruel. Num curto período de 30 dias minha cachorra parou de saltar, latir, me lamber… parecer feliz. Em um mês minha família passou por uma provação pela qual nunca havia passado antes. Ter lido recentemente Marley & Eu e ter sentido toda aquela torrente de emoções, minha catarse canina como falei na época, foi uma boa preparação. Meu pai e eu sentimos isso, pelo menos. Depois de quase 10 anos sem criar cachorros, a gente precisou de um ensaio desse pro que estava por vir e mal sabíamos.

Claro que isso interessa somente pra nós. Mas, todo o tratamento pelo qual minha pequena passou merece ser documentado. A doença (não confirmada nem após a morte dela direito) é pesada e eu não gostaria que nem o cão da pior pessoa do planeta a tivesse. Se tudo o que falar aqui ajudar na prevenção e tratamento de algum outro cachorro eu já ficarei muito, muito feliz…

Bom, tudo começou numa quinta-feira (dia 26) antes do feriado prolongado do Dia do Trabalho, primeiro de maio. Meu pai estava lendo um livro à tarde e fazendo carinho na Ramona, na barriga dela. De repente, como comentou mais tarde, ele sentiu um inchaço incomum na barriga dela e ficou com 2 ou 3 ou 15 pulgas atrás da orelha. Quem conhece o corpo de um cachorro pastor alemão sabe que eles costumam ter peito largo e grande, mas possuem uma traseira com cavidade, mais compacta. Um inchaço aí definitivamente não é normal.

Na hora ele resolveu ligar pro médico das nossas cachorras (o sempre atencioso Dr. Luís Leite Jr., que atende todo mundo da Vila Caiçara). Ligou escondido, já que as consultas são caras e minha mãe é a dona da tesouraria. Ele então falou pro veterinário que havia um inchaço redondo do tamanho de um punho fechado de um homem mais ou menos no meio da parte traseira dela. O veterinário nessa hora falou uma coisa que eu nunca mais vou esquecer, obviamente devido ao que aconteceu depois: “eu espero, senhor Orivan (nome do meu pai), que o senhor esteja errado e seja coisa da sua cabeça”. O curioso é que na hora em que ele ligou pro médico, minha mãe estava tentando ligar pra casa e as ligações cruzaram. Ela ficou assustada por causa do inchaço e falou pra chamar o médico pra examinar ela naquela hora mesmo.

Depois de alguns toques e olhada geral na Ramona o Dr. Luís mencionou que talvez pudesse ser leucemia ou erliquiose. Interessante… bastava escolher entre câncer no sangue ou parasitose fatal através de uma bactéria assassina. Isso foi na sexta-feira antes de eu sair de Curitiba pro feriado. Cheguei sábado bem cedo e já vi que ela estava bem prostrada, tristezinha. Era difícil detectar algum problema na Ramona. Ela sempre teve uma personalidade bastante calma pra uma pastora alemã, mesmo sendo mestiça. Ela costumava olhar a gente sempre por cima dos olhos, nunca reclamava. Acho que nunca na minha vida eu ouvi ela gemer ou chorar alguma vez, até mesmo nos seus ultimos dias. Isso, somado ao estado dela no dia, tornava impossível a gente perceber que ela estava doente. Só com o inchaço a gente se tocou.

Fizemos um hemograma completo em caráter de urgência e uma ultrasonografia e oficializaram uma esplenomegalia (um grande inchaço no baço), com um nódulo escuro que parecia ser algum líquido acumulado no meio do adbômen. O número de plaquetas no sangue de um cachorro pode variar, em situações normais, de 200 mil à 500 mil, quando estão sadios e fortes. O hemograma dela indicou 10 mil. Havia algo de muito errado e grave com o sangue dela. No entanto, outras coisas dos exames indicavam que não era exatamente leucemia ou algum tipo de câncer na medula.

Na madrugada daquele sábado eu e meu irmão mais novo, Pedro, ficamos até bem tarde pesquisando tudo o que era possível no Google, sites de veterinária, Wikipedia e PDFs com teses e estudos sobre trombocitopenia (que é a redução anormal de plaquetas no sangue) e Ehrlichia canis, que segunda a Wikipedia é uma doença transmitida pelo carrapato-estrela, o marrom com ponto branco nas costas, e que “german shepherd dogs are thought to be particularly affected by the disease“. Eu me senti bem nessa noite, não pelo que eu li (que em geral terminava na morte do cachorro de forma bastante triste e rápida), mas pelo conhecimento que eu e meu irmão adquirimos pesquisando. Eu me senti salvando a Ramona, de algum jeito.

Vou tentar fazer um apanhado geral sobre o que pesquisamos.

A erliquia é uma bactéria extremamente severa e quase sempre leva a morte rápida por meio de uma parasitose que costuma ser carregada por carrapatos. Os sintomas são genéricos, coisa de qualquer doença mais complexa: inchaço em algum parte do corpo (não necessariamente no baço, ela ataca bastante o fígado e rins também). Pode haver vômitos e a perda de peso é aguda. A Ramona perdeu muito, quase 1/3 (podíamos contar cada vértebra dela passando os dedos fazendo carinho). Dificuldade respiratória é outro sintoma bem comum e que inclusive acho que foi o que levou a Ramona por fim. Costuma haver mudança na coloração da gengiva, orelhas e parte afetada (as petecas das quais falo mais abaixo). Parece que pardais e outros pássaros são transmissores da erliquia também, que pode até ficar encubada por mais de 2 anos em cachorros até começar a se manifestar de verdade. Ironia do destino, meus pais adoravam os pardais e beija-flores que vinham na varanda de manhã cedinho.

No dia seguinte sumiu o clima de susto e medo e a raiva, a revolta, tomou conta de todo mundo na família. Começamos a ficar estressados e discutir por tudo, cada um tentando prever o que ela tinha, como ela deveria ser tratada. Após outro hemograma completo e uma segunda ultrasonografia pra cruzar os resultados, o médico dela passou a ministrar doxiciclina diariamente (o único antibiótico potente pra erliquiose) pra tentar, mesmo que no escuro e sem confirmação pelos exames, tratar ela de erliquiose.

Ela entrou num tratamento com levedura de cerveja pra injetar alguns nutrientes no organismo e também medicação a base de corticóide. Corticóides costumam ajudar no aumento das plaquetas, mas também derrubam o animal. Se me lembro bem ela tomou nesse mês da doença o Corticorten (prednisona), com interrupção somente na última semana pois suspeitamos que ele estava era sim prejudicando o efeito dos outros remédios. Ele era necessário porque a erliquiose acaba virando uma doença autoimune. O baço começou a processar de forma errada o sangue da Ramona e acabou inchando. Como inchou, a capacidade de processamento aumento também e tudo entrou em loop.

Além de tudo isso, ela estava comendo mal, quase nada. Tentamos fazer ela comer fígado cru pra ajudar no aumento das plaquetas: comeu e cansou. Tentamos depois fígado quente com arroz: comeu e cansou. Depois disso o médico autorizou dar qualquer tipo de comida pra ela, menos gordura. Ração ela já não comia mais, de forma alguma. Se ela comesse qualquer coisa já estava de bom tamanho nessa altura do campeonato. Então ela começou a comer com vontade uma mistura que minha mãe fazia com arroz sem condimentos, carne moída sem tempero algum e cenouras. Ela comia cenouras cruas até, massa! Ficamos felizes, ela parecia reagir.

Pra fazer as ultrasonografias quase semanais nós tivemos que raspar parte da barriga dela, quase metade. Na área onde ela ficou pelada começaram então a aparecer manchas vermelha, de sangue mesmo. Em menos de um dia elas começaram a ficar escuras e saltadas na pele. Chamávamos essas manchas de “petecas”. Não sabemos se isso foi pela raspagem, pelo sangue estar fino ou quê, mas pelo que me lembro isso era um indício de erliquiose, infelizmente. De qualquer forma, tínhamos que nos concentrar em não deixar ela desmoronar. O sangue com um número baixo de plaquetas podia acabar gerando hemorrágias no baço dela e perderíamos a Ramona por bobagem. O risco de uma queda ou corte nos fazia tremer. Pra tirar sangue dela os médicos ficavam receosos, porque era muito difícil achar veias usáveis e era judiação com ela ficar removendo o pouco do que ela ainda tinha.

Ramoninha com petecas
As tais petecas de sangue que apareceram no abdômen dela

Tudo foi muito rápido, o quadro de erliquiose muda de forma bastante rápida. Existem casos na Internet de cachorros que não aguentaram 2 semanas. Em quase 35 dias eu fui pra Praia Grande, litoral de São Paulo, umas 4 vezes. Se pudesse eu teria ido mais, com certeza. Compromissos de trabalho (ou a falta dele), faculdade e dinheiro curto são coisas idiotas que te botam pra baixo em situações delicadas como essa. Mesmo de mãos atadas eu tentei estar ao lado dela durante o tratamento.

O tempo ia passando e o inchaço ia piorando velozmente. Chegou uma hora em que ela andava meio torta porque existia algo do tamanho de uma bola de futsal no abdômem dela. Então começaram os inchaços nas patas traseiras dela e acúmulo de líquido. Ela já não andava direito, definitivamente. Trombava em móveis e perdia o equilíbrio. Isso quando se levantava. A carinha de “me ajuda” dela até agora me mareja os olhos. Fizemos tudo o que era humanamente possível por você, Ramoninha. Meu pai teve uma paciência impressionante com ela. Cada remédio na boca era uma luta, uma “brincadeira” de enganar ela com comida pra fazê-la tomar todos. Nos últimos dias do tratamento chegamos a contar um total de 18 comprimidos diários, se não me engano.

Fizemos exames pra checar compatibilidade sanguínea do CJ e da Sheena (ambos filhos da Ramona, ele do meu tio e ela nossa). Na última quinta-feira o meu pai, meu irmão e o pessoal da clínica EmbraVet - incluindo o Dr. Nicolino Laulleta, que até onde eu sei era o patologista que tava acompanhando o caso - ficaram das 4 da tarde até meia-noite fazendo uma transfusão de sangue da Sheena pra Ramona na tentativa de fazer ela melhorar alguma coisa. Quase 20% do sangue da Sheena foi pra Ramona, em gotas, lentamente. O valor de hematócrito dela estava muito abaixo do normal, na casa dos 20 e pouco porcento eu acho, sendo que o esperado é entre 37 e 53% em cães.

Minha ramona magrinha
Ramonete cansada por causa da doença, magrinha

Sábado, dia 2 de junho. Praticamente um mês depois de todo esse inferno o meu irmão saí cedo de casa, por volta das 8 da manhã, e sobe a serra pra São Paulo. Ela levantou os olhos pra ele do colchão onde estava dormindo, ele deu um beijo nela e saiu. Minha mãe me ligou chorando por volta das 10 e pouco pra dizer que a Ramona teve um espasmo e agora, apesar de estar com os olhos abertos, tava com um olhar fixo, respirando muito mal e não respondendo a estímulos como um estalo ou beliscão.

Chamaram imediatamente o Dr. Luís e fiquei com meus pais no telefone. Liguei novamente alguns minutos depois e meu pai não atendeu direito e acabou desligando. Minha preta estava falecendo naquela hora com outro espasmo. Um mês e todo o meu amor por ela foi testado e forçado a sair de dentro de mim. Nossa família se uniu mais durante todo o processo. Depois do almoço liguei pro meu pai e ele estava terminando de limpar o quintal da frente da casa, chorando. Decidimos enterrá-la, com autorização do veterinário, entre os 2 coqueiros que temos na frente da casa, no cantinho de terra onde ela costumava passear. Meu pai preferiu esconder a Sheena, agora orfã, pra ela não ver o lugar e não correr o risco de cavar logo em seguida. Meu pai deitou a nossa Ramona pra sempre como se estivesse dormindo, sobre um montinho de palhas de coqueiro no buraco.

Eu serei eternamente grato aos médicos que ajudaram nesse último mês da Ramona, incluindo o Dr. Luís, que mais do que médico veterinário é nosso amigo e sempre nos deu força. Meu amor por cães foi recompensado quando ele disse que os altos gastos que bancamos no tratamento, a atenção e preocupação com a Ramona e nosso empenho em pesquisar sobre a doença era louvável. Ele disse que nossa família tinha pedigree e isso me emociona até hoje. Me perdoa, Ramoninha. Quase arrisquei meus planos futuros gastando muito dinheiro no tratamento (que pra meu alívio egoísta os meus pais acabaram por devolver), mas eu teria vendido tudo o que eu já comprei, teria gastado tudo o que eu tenho e não tenho pra salvar a minha pequena. Não deu.

A retirada cirúrgica do baço (esplenectomia) era impossível. As plaquetas não aumentavam nunca. Chegaram a subir pra 12 mil, 15, 30 e cairam novamente pra 28. A variação era irrelevante e um cirurgião do Hospital Veterinário da Unimes confirmou o que já nos haviam dito: não se opera cachorros abaixo de 100 mil plaquetas. Até existem casos raros disso, mas é algo absurdamente complicado. Mesmo assim, tentamos a transfusão de sangue pra ela melhorar a ponto de aguentar outras transfusões futuras, aí somente de plaquetas, plasma. Dr. Luís e os outros achavam que até valeria a pena tentar operar ela mesmo assim, já que tudo possível já havia sido examinado, rechecado e nada dava certo. Tiramos chapas de raio-x do pulmão dela também porque se fosse câncer, apesar dessa bagunça de sintomas, poderia haver espalhamento do tumor pelo corpo. Mas estava tudo limpinho, seguro.

Enfim, o quadro clínico extra-oficial acabou sendo Ehrlichia ou Anaplasma platys, uma variação mais rara e difícil de identificar da Ehrlichia canis. Um exame posterior acabou dando negativo pra canis mesmo. Nos últimos dias dela, na última terça-feira pra ser mais exato, eu fui até pra Praia Grande e fui junto levar ela pra fazer outros exames que poderiam confirmar algum câncer de fundo. Deu negativo. Minha última olhada nela foi nesse dia, após voltarmos da clínica e vê-la quietinha numa mesa gelada, quietinha… esperando como uma dama. Me despedi antes de voltar pra Curitiba dando muitos beijos no focinho dela, já magrinho, e disse baixinho pra ela aguentar firme que eu voltaria assim que fosse possível pra brincarmos juntos. Mas ela pra variar me desebedeceu.

Agora temos que cuidar da Sheena e do CJ. Por mais que nenhum deles 3 nunca tenham tido carrapato algum, não fazemos idéia da onde isso veio. Meus pais limpavam e lavavam todo o quintal com frequência, sempre cuidando bem delas. Pra onde meu pai andava as duas iam seguindo, uma de cada lado escoltando ele. Meu medo agora é a Sheena entristecer pela ida da Ramona, e isso não seria nada anormal em se tratando de cachorros. Ela ficou bem pra baixo nas vezes em que a Ramona ficou fora pra fazer exames, não saía do portão. Conversando com meus pais depois eles disseram que a Sheena deu uma fungada no corpo da Ramona, lambeu a boca dela e ficou de lado esperando quando a mãezinha dela faleceu.

Todo mundo ficou triste e choramos muito. Não pela morte em si, mas pela falta que os maravilhosos momentos ao lado da nossa filha farão. Ela não tinha nem 7 anos direito, tava na metade da vida de um pastor alemão normal. Meu pai lembrou depois que a última coisa que aquela manhosa comeu foi chocolate. A danada não comida mais nada nos últimos 3 dias, mas chocolate ela mandou ver. Se foi com a boca doce…

Ramona, perfeita
A melhor cachorra que eu podia esperar ter

Nunca mais eu vou ver aqueles olhos esbugalhados morrendo de vontade de comer algo da mesa. Aquele pêlo típico de pastores alemães que espeta a palma da mão de um jeito engraçado, aquele cheirinho gostoso de cachorro. Nossa, como ela era cheirosa pra mim, até em dias de chuva. Nunca mais eu vou passar a mão nas costas dela enquanto vejo TV, nem mais serei recebido com uma festa de rabo balançando no portão quando chegar de Curitiba. Eu adorava quando ela olhava a gente levantando uma das sobrancelhas, com uma atenção tão discreta. Eu te amei muito, Ramona. Sua preta, negrumisenta maluca.

Morro de medo de perder suas fotos, cada vez que olho pra elas meu peito dói de saudade de você, cachorrosa. Vou te amar pra sempre, minha leguminosa. Você foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida, e eu preferia ter ido no seu lugar. Cada lágrima que eu choro hoje não é nada pra demostrar o quanto eu vou sentir a sua falta. Pra sempre.

You know we’re goin’ over
Sweet sweet little Ramona
I let her in and I started to cry
And then I knew I wanted to die
Oooh, little Ramona

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June 5th, 2007 (43 comments)

É cara, esses momentos são muito duros mesmo. Pelo menos quando a minha cadela morreu não foi “tão agitado assim”, nem tão súbito. Igualmente triste, mas também já estava chegando na hora.

Acho que a melhor lição que a gente pode tirar disso é saber quando desistir e acabar com o sofrimento.

É o que me arrependo de não ter sabido fazer.

Comment by Thiago — 20070605 @ 7:35

Ah sim, e esse post foi um gade episódio de House canino :P

Comment by Thiago — 20070605 @ 7:36

:(
ela tá junto da minha vovozita, seu bobo.

Comment by Kátia — 20070605 @ 7:54

Olá Caio, sempre acompanho o seu blog mas como leitor, nunca participo.

Mas ao ler o seu relato, me senti na obrigação de te passar uma palavra de conforto.

Espero que essa dor possa ser amenizada com sua outra cadela, eu sei que nada supre o amor da outra, mas com certeza, você deverá amar a outra cadela da mesma forma.

Com certeza, em algum lugar a sua cadela amada, estará eternamente grata a você e seus familiares, pode ter certeza.

Bem, gostaria de escrever mais mas o tempo não me permite.

Fique bem amigo !

Um abraço !

Comment by Gustavo Roberto — 20070605 @ 8:27

Oi Caio!

Sei como é a sua dor. Já tive vários cachorros quando criança e todos se foram. Agora tenho dois Goldens e os dois quase se foram em momentos distintos. Por sorte eles se salvaram, mas senti a dor da perda que era quase eminente.

Vida longa à Ramona lá no céu dos cachorros, um lugar lindo, com grama que não acaba mais, ossos em montanhas, gatos para correr atrás e muitos outros cachorros para se divertir e fazer a festa!

Comment by Rodrigo Stulzer — 20070605 @ 11:18

Sim! Montanhas de ossos, muitos ossos, Rodrigo!
Valeu todo mundo pelos bons pensamentos

Comment by caio1982 — 20070605 @ 11:59

Saudações, caro amigo… Uma coisa que percebi que é padrão é que, nas despedidas, a gente sempre fala algo do tipo “vai, melhora, descansa bastante que depois a gente ainda vai se divertir muito” e nunca acontece o que imaginamos.

Quando você falou dos últimos momentos com a sua Ramoninha me lembrei dos últimos momentos, também, vendo meu pai na UTI em uma cena que não quero descrever.

Toda despedida é muito ruim, mas todos temos que ir. Depois que passar a tristeza toda, lembre-se que ainda há muito para chorar e rir e que a vida continua. Não desanime não, que muita água ainda vai rolar.

Guarde contigo os bons momentos que passou com ela e aproveite o que aprendeu com tudo isso para dar uma vida ainda melhor à Sheena e, conseqüentemente, ao CJ. Bola pra frente, mano. Hey, ho, let’s keep hell going!

Comment by Eduardo C. Lisboa — 20070605 @ 12:17

Isso me fez lembrar de quando eu era criança, eu tive um pastor-tomba-latas, o nome dele era Aleph, acho que fiquei com ele por no máximo um ano, mas ele morreu por causa de uma doença desconhecida e eu lembro de ter ficado muito triste na época.
Nos últimos meses eu tenho pensado demais em ter um cachorro, eu queria um labrador, inclusive sonhei algumas vezes que eu estava correndo com um labrador, mas por enquanto não passará de um sonho, nem tenho um lugar adequado para dar conforto para um cão.
Nem sei por que falei todas essas coisas, mas, de qualque forma, Caio, meus pêsames, espero que você supere logo essa perda para poder se divertir novamente com os seus cães.

Até mais.

Comment by Jahnke — 20070609 @ 0:15

Faz 5 dias que perdi minha Basset Hound por Erlichiose. Tinha 6 anos. Diferentemente de você, fui absurdamente crédula nas veterinárias que sempre cuidaram dela. No primeiro exame de sangue que fez, no segundo dia sem comer, ela fez um exame que indicou 35 mil plaquetas, quando o mínimo é 175.000 mil. Sabe quando eu soube que poderia ter transferido apenas plaquetas para ela, na tentativa de fazê-la aguentar mais um pouquinho? apenas 1 hora antes de sua morte….Comentamos sobre a transfusão de sangue, ao que elas responderam: não é o caso, não há anemia…O mais dolorido de tudo, é saber que ela sempre teve histórico de plaquetas baixas…e todo o histórico estava nas mãos de quem eu confiei minha cachorrinha….sei que isso não seria garantia de salvação, mas eu gostaria de hoje poder dizer, como vc: EU TENTEI TUDO ! Não posso Bella, vc se foi porque eu acreditei…só por isso. Saudades!!!

Comment by Elaine Viotto — 20070622 @ 8:17

Ah Caio ! Sua página foi uma das coisas que mais me ajudou quando eu comecei a desconfiar que precisava saber mais sobre a doença…mas claro que isso foi apenas no dia em que ela morreu!
Obrigada por sua dedicação em escrever seu relato…
Abraço,

Comment by Elaine Viotto — 20070622 @ 8:19

Elaine,

O mais importante é que tenho certeza (e acho que você também tem) de que sua Basset Hound sabia, de alguma forma, que se você tivesse tido a chance você TERIA tentado de tudo! Infelizmente com a Ehrlichia não tem vencedores… :-(

Comment by caio1982 — 20070622 @ 9:51

Caio,gostaria de prestar minha solidariedade a vc,pois sei exatamente o que está passando,a quatro dias descobri que meu cão,meu amor,Rivaldo,um pit red nose lindo,está com essa maldita doeça,ehrlichiose,e para piorar a situação estamos com suspeita de leishimaniose devido o encontro de protozoários em suas células,mas o exame só fica pronto no dia 4 de julho;não consigo acreditar até agora,tenho outra pit tigrada é um casal,a Shiva,Mas agora a única coisa que posso fazer é continuar o tratamento e esperar para que não aconteça o pior,não consigo imaginar que ele será vencido por um carrapato e um mosquito.
Olha choro como criança a cada frase escrita por vc,pois me imagino na mesma situaçao,não quero que isso aconteça com ele é injusto!Ele só tem 6 anos!!!Abraços!!

Comment by vanusa rocha — 20070629 @ 17:19

Obrigado, Vanusa! Tomara que dê tudo certo com o Rivaldo e que a Shiva fique longe desse problema. Seis anos é muito pouco mesmo pra ficarmos ao lado deles :-(

Comment by caio1982 — 20070629 @ 23:04

Oi Caio!
estava pesquisando no google…e encontrei sua pag.
estou chorando sem parar,a cachorra da minha tia teve a mesma doença e como eu cuidava dela fiquei muito arrasada,pois amooo os animais especialmente cachorros.E lendo o que você escreveu entendi claramente o que ela teve,a”Belinha” cocker spaniel,que foi abandonada na rua,minha tia certo dia foi no hostital tirar os pontos pois havia feito uma cirurgia,e lá estava ela na calçada,morrendo de fome e cheiaa de carapatos,(foi uma luta tirar esse carapatos dela).Passou um dois anos ela ficou tristinha não queria comer,minha tia então levou ela na veterinaria e constatou um grande inchaço no baço,ela ficou com a gente mais 2 semanas lutando.
Sinto muito pela Ramona…ela está em Paz no Céu!
que vc lute também contra essa saudade!

Bjos…tudo de bom!

Comment by Danielle — 20070706 @ 1:16

Oi…
li sua pagina…chorei bastante só de pensar q já estava passando por isso…quando li…uns dois dias antes da Kiki….minha poodle…morrer com essa mesma desgraçada doença…cheguei a pensar q ela ficaria melhor pois tinha feito tranfusão de sangue…mais a medula dela não estava mais produzindo células sozinha…

Eu sei muito bem o que vc passou e oq esta passando com essa GRANDE saudade q deve estar sentindo da Ramona…

Mais pode ter certeza q as duas estão junto no céu dos cachorros zelando por nós…;]

Um Grande beijo…e saiba q estou junto com vc para superarmos essa dor…essa grande saudade….e a falta q elas nos fazem…não são subistituiveis…sempre tem alguma coisinha q vc diz…”Ela fazia diferente…ou ela ficaria junto cumigo agora”…mais infelizmente ela não está…

Pretendo encontrar ela de novo…e se possível conheçer sua Ramona…

Beijo…~>Má

Comment by maiara — 20070715 @ 23:15

Oi Caio

Acabo de perder meu cachorrinho,ele tinha erliquia , sei bem o que vc passou. É muito triste…não sei nem o que escrever…sinto falta do meu filhinho!!!!

Comment by Juliana — 20070812 @ 1:08

Caio, meu irmão, nossa rabudete está bem, por mais que você não acredite, ela está.Talvez sejam coincidências, mas pelo menos 3 vezes por semana eu sonho com a ramona.

No primeiro dia, eu fiquei pensando nela por horas antes de dormir, até que finalmente adormeci e pude brincar, abraçar e beija-la mais uma vez.A única frase que eu me lembro de ter dito no sonho era “Você vive!Ainda bem que você está bem aqui.”

Nos outros sonhos foi uma repetição de brincadeiras, vc estava nele, o pia, todos nós em Cajobi. É sonho da minha cabeça, ou ela foi um dia com nós pra lá? Acho que sim…

Bem meu irmão querido (eu sei, sem frescuras) não chore pela ramona, pois tenho certeza que ela não pertencia a esse mundo, ela foi, e talvez seja, boa demais pra esse lugar.Creio que ela veio muito mais a nos ensinar do que a viver.

De alguma forma, proposital ou não, ela achou uma familia tão legal, e a ponto de amar incondicionalmente tanto quanto ela veio disposta.

Um grande abraço, e indiretamente obrigado a todos que repartiram da vida maravilhosa dessa cachorra conosco.

Comment by Pedro Begotti — 20070819 @ 13:09

Oi Caio,
Seu relato me esclareceu muita coisa. Minha poodle Nany está com a maldita erliquiose, com baço enorme e líquido no abdomem e torax, não consigo fazer mais nada pelo medo dela morrer. Sinto osom do líquidono abdomem dela. Ela fez uma transfusão há 2 dias o que segurou ela, ela está novamente com a gengiva corada, mas com muita dificuldade respiratória. Torço para q ela fique boa, mas após ler tantos tantos relatos de perdas aqui confesso q me desanimei, choro só de escrever. Eu quero que ela fique curada, mas sinto que ela está resistente a doxiciclina, começou a tomar há 1 semana e meia qdo foi diagnósticada a doença, neste momento ela andava, comia mal e estava com febre, e desde então só piorou, até o dia q não conseguia se manter de pé e fez a transfusão. Agora ela voltou a andar, mas estou tentando mantê-la em repouso para não ter hemorragias. Como vc eu li muito sobre a doença, o q só me desesperou. Não vi um caso avançado como o dela ser revertido. Não sei mais o que fazer… vou parar por aqui, meu peito dói e não consigo mais escrever.
Obrigado pelo seu relato!! Meus profundos sentimentos pela Ramona, entendo a sua dor.
Bjs,
Luanda

Comment by Luanda — 20070919 @ 13:07

Sinto muito por ser tarde, Luanda :-(

Comment by caio1982 — 20070919 @ 14:12

Oi Caio, achei teu blog como os outros: pesquisando sobre a doença. Eu tenho um beagle, ele é lindo, está com 6 anos recém completos, ele toma remédios para o coração há 2 anos pois sofre de miocardiopatia dilatada (o que causa uma insuficiência cardíaca leve, segundo o veterinário). Porém, de umas semanas p/ cá ele deu uma piorada, começou a respirar pior pela noite e fica cada vez mais cansado quando retorna dos passeios. A princípio o veterinário dele achou ele gordo, mandou cortar os quitutes (já que relatei a ele que de vez em quando ele vomita e rejeita a comida e quando passeia come mato feito uma cabra), manter ele apenas na ração light e mandou aumentar a dose dos remédios para o coração. Como há mais ou menos um mês atrás eu retirei um carrapato do focinho dele, insisti para que fosse feito um exame de sangue para verificar a presenta de algum parasita (ele foi tratado disso quando pequeno e queria descartar). Acabei de receber o exame por e-mail, e apresentou Anaplasma Platys… fui imediatamente pesquisar a respeito e estou ficando apavorada… amanhã de manhã bem cedo eu vou ligar p/ o veterinário e perguntar qual o tratamento. Espero que não seja tarde demais!! Voltarei a dar notícias e pretendo te dizer que teu blog ajudou a salvar o Linus!
um grande abraço, e força!! Tu e tua família foram nobres até o final, e a Ramona sabe disso!

Comment by Clarissa — 20071031 @ 23:02

Clarissa, dê notícias mesmo, sério! E gostei do nome do seu Beagle, Linus é o nome de um cara bastante popular entre as pessoas da minha profissão :-)

Comment by caio1982 — 20071101 @ 8:28

Caio,
fiquei tremendamente emocionada com seu relato do sofrimento da passagem de sua pastor. Encontrei tal depoimento agora, que mal consigo fazer outra coisa senão pesquisar sobre a doença do “carrapato”.
Perdemos nossa Rhodesian com apenas cinco meses de idade. Faleceu em menos de 24 horas do momento em que a levamos ao veterinário, sendo que a debilidade da saúde começou a se desenhar apenas uma semana antes, ao ser vacinada contra Leishmaniose em prevenção ao Calazar. Foi isso que confundiu, pois a prostação dela estava sendo falsamente atribuida à reação da vacina, segundo o próprio veterinário por contato telefonico.
Fiquei apavorada quando na consulta, houve o diagnostico clinico de Erliquia, mesmo estupefata porque não havia um só carrapato na bichinha e tampouco no canil.
Naquele dia (sempre vai povoar minha memoria esse dia!), todos procuraram me acalmar, dizendo ser aquela fase inicial da doença e nada de pior aconteceria. Aceitei o tratamento indicado, mantando-a internada para receber o soro e acompanhamento continuo com profissional. Foi só então que os primeiros sinais externos apareceram, revelados por pequenos sangramentos junto ao muco nasal. Passei quase o dia todo lá, até o final da tarde, quando de fato ela parecia estar bem melhor, abanando o rabo para brincar, enfim, voltando ao seu normal. Retornei à noite para visitá-la com meu filho, e já não gostamos do que vimos: os olhos dela clamava por socorro, parecia uma filhinha muda pedindo pela expressão para mamãe salvá-la e tirá-la dali. Além disso ela estava com o corpo todo empipocado, chamei o veterinário para me explicar aquilo, que atribui alergia à medicação, aplicando-lhe Fenergan. Sinceramente, não estava confortável com aquele quadro, mais o veterinário insistiu que ela estava bem melhor, que chegou a brincar com ele na parte externa, para eu confiar (notoriamente eu já não estava confiando muito nele). Mas como ela ainda não aceitava nenhum alimento, era importante mantê-la no soro, poderia ser pior levá-la para casa.
Já no carro voltei para casa chorando, meu filho com os olhos mareados, porque o apelo dela no olhar desmentia o diagnostico e prognostico do profissional. Mas afinal, nós éramos pura emoção e o profissional deveria saber o que estava fazendo.
No dia seguinte, pela manhã, recebemos a noticia avassaladora, de que houvera uma subita hemorragia na Nikita, que a levou, sem chances de controle, ao óbito.
Nossa experiencia difere da sua, porque não sentimos por um mes o sofrimento da doença consumindo nosso animal. Esse sofrimento para nós durou menos que 24 horas. Por outro lado, a rapidez nos deixou estupefatos e inconformados, com duvidas sobre eventual erro médico no caso, o que me faz me sentir culpada por ser responsavel na escolha. Aliás, em nenhum momento foi feito qualquer outro exame mais preciso, ou seja, hoje eu nem mesmo tenho mais certeza da causa mortis dela.
Não me conformo com a perda da Nikita, a amavamos muito e nos divertiamos demais juntas. Tivemos pouca convivência porque ela faleceu filhote, mas o amor já era enorme e a perda irreparável.
Absurdamente, hoje estamos novamente revivendo tudo isso. Nossa Labradora apareceu com a mesma sintomatologia, só que desta vez estamos mais experientes com a situação, e corremos para tratá-la (agora, até gripezinha eu corro para o veterinário!), certamente com outro profissional. Estou apavorada, mesmo o quadro clinico sendo muito mais favorável. O hemograma não está tão ruim comparativamente com a outra, e alem disso ela já tem dois anos e meio, e, portanto, mais resistencia. Começou a apresentar os primeiros sinais de debilidade somente há dois dias, e mesmo assim, já observamos que o aparelho urinário não está funcionando bem, ela custa a urinar e quando consegue, vem pingando sem parar. Ela fica tremendo quando consegue, mas não sabemos se é em virtude de alguma dor causada naquele momento ou porque, sendo ela muito educada, tem medo de ser reprimida ou vergonha mesmo por estar fazendo xixi em lugar errado … tadinha
Essa doença é muito rápida e cruel, e o novo veterinário também avalia como sendo a Erliquia o diagnostico provável, mas desta vez determinou varios exames que são feitos em laboratórios em Belo Horizonte! Por isso, apenas pelo quadro clinico ela já começou a ser tratada com a Doxiciclina e Tetraciclina (será que estou confundindo o nome do antibiótico?) injetável semanalmente por causa da infecção urinária.
O que mais me intriga nesta história toda, é que não encontramos um só carrapato nos animais e tampouco no ambiente para culpá-lo! Fico achando que podem haver outros transmissores (no sitio tem muito mosquito, aqui conhecido como Maruim), ou então, trata-se de uma nova doença pouco estudada.
Sempre mantemos nossos bichos protegidos com Frontiline, coleiras para carrapatos ou similares, além de banhá-los regularmente com shampoos próprios para repelir vetores. Diz meu marido que cuidado demais dá nisso, que cão de rua não morre dessas coisas…
Não sei, estou revivendo a perda da querida Nikita, apavorada pela Kika (a Labrador) e preocupada com outro de um ano, o Jota, um pastor Alemão.
Caio, agradeço seu depoimento, me encorajou, pela primeira vez, de contar e desabafar estes problemas, e de trazer minha indignação para baixa qualidade de recursos humanos e técnicos (exames de precisão) na área da medicina veterinária.
Caio, e me permito lhe deixar um recado: nunca o amor por sua Ramona será subtituido, mas possuindo voce afeição aos animais, dê oportunidade a outro de ser amado por voce também, reservando-lhe um cantinho no seu coração. Isso, com certeza, lhe fará bem.
Um abraço.
Talita

Comment by Talita — 20071108 @ 19:15

Talita, fiquei realmente emocionado de ler seu desabafo, sério. Meio que revivi também o que houve meses atrás…

Você não errou não, Doxiciclina e Tetraciclina são antibióticos comuns em tratamentos por infecção/bactérias oriundas de carrapatos. E de fato existem outros transmissores, como pardais e outros pássaros (enfim, virtualmente qualquer outro animal capaz de passar carrapatos).

O chato de vocês não se conformarem, e eu e minha família toda também, é que a erliquiose pode ficar encubada por anos, silenciosa. Ou então chegar do nada por algum agente. Uma pena enorme e triste.

Minha opinião bastante franca: gaste o que for preciso, levo pra onde for fazer exames. Seus cães vão saber (de alguma forma) que você fez tudo pra ajudar a passar a dor dele e VAI VALER A PENA. Tivemos uma sorte grande de hoje termos como amigos ótimos veterinários, mas eu acredito que a média geral é bastante degradante pra profissão. A falta de preparo e a falta de coragem pra sustentar um diagnóstico é absurda, revoltante.

Um grande abraço, e força pra Kika e pro Jota! Que combinação perfeita você tem: uma labrador e um pastor alemão. Ai, inveja ;-)

Comment by caio1982 — 20071108 @ 22:12

Caio Os anjos veêm nos visitar, mas só o sabemos depois que êles se foram.

Comment by Vânia Avelar — 20071206 @ 0:21

oi Caioessa sua história teve um fim trágico mesmo!! hoje estou aquí pra contar a historia do hulck meu pitt bull tbm teve erliquiose mais com essa medicação doxicilina,predinisona e outro remedio o qual ~ñ lembro o nome agora ele escapou e está lindo e até + forte…um abraço,sua historia é muito triste,chorei muito pois lembro da nossa luta aquí com o huck ele ficou internado 15 dias em casa passavamos a noite toda reversando um ou outro pra segurar ele no soro pois se perdesse a veia …já era!me lembro que teve um dia que contrarei até uma enfermeira pra ele pois perdeu a veia é era tarde da noite então ñ podia deixá-lo sem o soro

Comment by patricia Sales Pereira — 20071206 @ 9:27

Patricia! Nossa, como fiquei feliz :) Finalmente vi alguém quem salvou seu cachorro da erliquiose!

Comment by caio1982 — 20071206 @ 10:01

oi, caio, como todo mundo vim parar no seu blog pesquisando sobre a erlichia…minha tequila apareceu com a barriga inchada na semana passada e o veterinário retirou o baço dela…ela está se alimentando, pouco, mas está, mas não sei o que vai acontecer, sinceramente, depois de tantos relatos de derrotas e só 1 de vitória, fico arrasada…espero poder voltar aqui e te contar que ela está bem, assim como a patrícia com o hulck(engraçado, tivemos um pequinês com esse mesmo nome a muitos anos atrás, ele praticamente me criou, hehe). não quero e não posso desistir da minha amarela, apesar de ter outros 4 cães, como todos disseram eles são únicos e insubstituíveis…nesse momento estamos as duas acordadas as 4 da manhã…ela não consegue dormir, chora, e eu idem…bom, vou parar por aqui senão vou começar a me repetir…sinto muito pela sua ramona…tenha certeza que um dia todos nós nos encontraremos novamente, nós e nossos cães tão queridos…um abraço!

Comment by juliana santos — 20071222 @ 4:02

infelizmente só tenho mais uma estória triste a acrescentar…tequila se foi, às 00:30 do dia 25.12.2007. ela estava com 3 anos de idade. alguém disse que cães são anjos que passam em nossas vidas…teq foi o segundo anjo que passou pela minha.
agora aproveito sua declaração de amor por ramona pra fazer a minha pra tequila…
teq, você sempre soube que era louca por você, sua meiguice, seus olhinhos castanhos, sempre sequinha(só foi gordinha quando filhote), o jeito como sapateava quando estava querendo brincar e como se embolava no lençol de manhã e escondia a carinha nas mãos, seu latido desafinado…vou sentir muitíssimo a sua falta e sei que todos que a conheceram também sentirão, era impossível uma pessoa olhar pra você e não gostar logo de cara…eu, bucky, fiapo, pingo e pituka, sempre nos lembraremos de você e esperamos nos encontrar de novo, um dia. um beijo enorme no seu focinho molhado e no coquinho no alto da cabeça.
caio, obrigada por tudo.

Comment by juliana santos — 20071225 @ 8:29

Eu que agradeço você pela disposição, Juliana. Juro que eu havia ficado esperançoso com a retirada do baço dela, sinto muito :-(

Comment by caio1982 — 20071225 @ 18:51

CAIO, LI SEU RELATO SOBRE A RAMONA, FIQUEI MUITO TRISTE, COM TUDO QUE VCS PASSARAM,SOU APAIXONADA POR CACHORROS, GATOS E PÁSSAROS,DEIXO TUDO DE LADO PARA CUIDAR DELES…
QUERO LHE DIZER QUE VC COM SEU RELATO ACABA DE ME AJUDAR E MUITO, EU E MINHA CACHORRINHA “POLI”
(SRD)MÁS LINDA!!!
FAZEM UNS TRÊS DIA QUE PERCEBO UMA DE SUAS PATAS BEM INCHADA COM UM ACÚMULO DE LÍQUIDO, VÔMITO,PERDA DE PESO E MUITO DEPRESSIVA ,COMECEI A TRATA-LA COM ANTIBIÓTICO HUMANO,MÁS NÃO ESTA RESOLVENDO MUITO,ENTÃO COMECEI A COMPARAR OS SITOMAS DA RAMONA COM OS DELAS SÃO IDÊNDICOS, VOU AGORA MESMO NA AGROPECUÁRIA COMPRAR O MESMO REMÉDIO QUE VC TRATOU SUA CACHORRINHA, NÃO ME RESTA NENHUMA DÚVIDA QUE ELA ESTA COM A DOENÇA DO CARRAPATO, POIS ELA TEM MUITO, NÃO VENÇO OS CARRAPATOS.
MUITO OBRIGADA,E TENHO MUITA FÉ QUE VOLTAREI AQUI PARA LHE DAR BOAS NOTÍCIAS.
ATÉ..E RECEBA MEUS PROFUNDOS SENTIMETOS.

Comment by Rosemeire leme — 20080124 @ 15:49

Rosemeire, se você gosta mesmo da sua cachorrinha, não é mais aconselhável verificar os sintomas e remédios adequados com um veterinário?

Comment by Eduardo Habkost — 20080125 @ 8:25

Olá Caio!
Que triste todo o acontecimento. Nos apegamos aos amigos caninos e nunca esperamos que tal coisa aconteça. Ver esses malucos pulando e correndo é sempre uma diversão à vida. Certa vez li que as pessoas que têm cachorro em casa, ganham “pontos” na qualidade de vida - por mais que estejamos estressados ou tristes, eles nos fazem rir. Eu gostaria de saber mais sobre o que vc disse: “Corticóides costumam ajudar no aumento das plaquetas, mas também derrubam o animal”. Você sabe me informar mais alguma coisa sobre isso? Abraço!

Comment by Sergio — 20080306 @ 23:44

Sergio, o uso de corticóides é comum em doenças do sangue. Geralmente há diminuição de plaquetas do sangue em casos como o da Ramona, e os corticóides diminuem consideravelmente a taxa de diminuição delas, a destruição das plaquetas desacelera. Mas existem vários efeitos colaterais se o cachorro toma corticóides por um tempo muito longo: desde diabetes até problemas no sistema digestivo, até onde eu sei. Se você tem uma dúvida mais técnica é melhor procurar um veterinário ou até mesmo um clínico geral, já que humanos também tomam corticóides…

Comment by caio1982 — 20080307 @ 0:07

Olá Caio, tb chorei muito ao lêr sobre a Ramona.tie um pastor que morreu aos doze anos,tentei de tudo mas tive que decidir por sacrifica-.lo.Apos eu sofrer um acidente de ônibus e até hoje ter que estár em casa po causa da minha coluna,meu marido em setembro de 2007 me trouxe uma basset hound, a Jully.Sempre tratei da melhor forma meu marido até fala que mimo ela,o veterinário nem me aguenta cada vez que percebo algo diferente ligo para ele.Dia 28/03/2008 percebi que ela estava trite e sem querer comer e com muito sono,levei-á para uma consulta, o baço dela está inchado e o fígado tb, fóra anemia e gastrite, culpa desse bendito carrapato.Estou tratando com 3 remédios, as vezes ela apresenta melhora, hoje ela comeu e brincou um pouco comigo,depois vomitou e teve dor de barriga .Peço á Deus para que ela se cure, por ela venderia tudo que é da minha casa.Peço os bons pensamentos pela melhora dela,ela fará 1 ano em maio.Obrigada.

Comment by vanessa rodrigues caversani — 20080330 @ 17:39

Oi, Caio! Não há como não chorar ao ler estes relatos de sua triste história com a Ramoninha! Eu amo cachorros, sejam os meus, os quaisquer um que vejo na rua, é algo inexplicável, um amor imenso por esses amigos fiéis e carinhosos…

Mas estou escrevendo também, porque preciso da sua ajuda…

Estou passando por um momento muito triste com o Fluck, meu pinscher de 7 anos. Identifiquei-me muito com sua história, pois não sei fazer outra coisa a não ser ficar na internet pesquisando sobre as possíveis causas da queda de plaquetas do meu pequenino.

Será que vc pode me ajudar? Perguntando para o Dr. Luis se para o diagnóstico ser erlichiose, além das plaquetas baixas, os hematócritos também tem que estar baixos?

Porque antes do hemograma do “Fucão”, o veterinário estava desconfiado de doença do carrapato, mas após o resultado, descartou a possibilidade, dizendo que como os hematócritos estavam acima de 37, mais precisamente 40, que o diagnóstico era um início de cinomose.
Ele estava com as plaquetas - 88000/mm3, Leucócitos 4600/mm3 e linfocitos 11% 506mm3.

Tratei durante 10 dias com antibótico trissufin e 2 vitaminas, sendo que uma delas ele ainda está tomando.

Feito o segundo exame de sangue, constatou-se que os leucócitos estavam em 6700 - (dentro do normal) e as plaquetas caíram mais, agora estão em 44.000. Os linfócitos subiram um pouco, mas ainda continuam abaixo do normal, mas ele disse que isso não tem tanto problema e que é provável que seja devido ao uso de corticóide por um período relativamente longo (tratamento que ele fez por causa de uma sarna genética que ele tem). Os hematócritos continuam iguais - 40.

O Dr. Ronaldo pediu para tratar dele com fígado, beterraba, yakult, ração (balance- perdigão), aumentou a dose de metacell - vitamina com ferro e mandou que eu voltasse a dar a vitamina c. Tudo isso pra ver se conseguimos aumentar as plaquetas do meu bebê.

Preciso ter certeza de que num hemograma, os hematócritos estando normais, está descartada a possibilidade de erlichiose. Me ajude, por favor?!? Tenho medo do diagnóstico ser mesmo de erlichiose e estarmos tratando de cinomose e o Fluckinho não resistir.

Graças a Deus, ele tá comendo bem. Depois do tratamento, voltou a latir em tudo o que vê, corre pra lá e pra cá o dia todo, seus olhinhos já não estão mais irritados e ele não teve mais “tonturas” - não sei se é bem assim que se chama quando o cachorro tá meio bobo, zonzo, pois assim que acabou o tratamento com demacorten - corticóide, começaram esses sintomas. Teve um dia em que ele trombou com umas caixas que estavam na frente dele quando pulou de seu sofá, depois cambaleou ao pular no meu colo, teve febre por vários dias consecutivos.
Depois do tratamento ficou tudo normal aparentemente, nenhum sintoma, só as plaquetas que caíram mais. Será que era mesmo cinomose?

Agradeço de coração, tah?

Comment by Michele — 20080403 @ 10:51

Olha, Michele… não sou veterinário pra opinar, mas infelizmente não tenho mais os resultados dos exames dela, estão na casa dos meus pais em outro estado. Acho que não posso te ajudar muito agora, a não ser dizendo que procure outro veterinário e cruze informações. Seu cachorro apresenta os mesmos sintomas da Ramona, eu não arriscaria esperar demais…

Boa sorte com o Fluck, tomara que dê tudo certo!

Comment by caio1982 — 20080403 @ 10:57

Oi, Caio. Tb estou passando por problemas com minha cachorrinha. Ela começou com febre e qdo fizemos o exame de sangue, algumas taxas se mostraram abaixo do normal e o número de plaquetas foi uma delas. Como o exame não dizia se havia a erlichiose, mas tb não era possível descartar a possibilidade (pois ela, infelizmente, foi picada por carrapatos e teve febre), os médicos optaram por fazer o tratamento com doxiciclina. A Marie tomou 8 dias de remédio, mas nos últimos 4 dias, ela tomava e vomitava umas horas depois, mesmo tomando omeprazol para facilitar a digestão. Na última sexta-feira, a levei ao veterinário para exame e a veterinária a achou ótima, muito alegre e pediu que suspendesse o tratamento por uma semana e no final fizéssemos outro exame de sangue. Acontece que estou muito insegura, com medo de que essa bactéria crie alguma resistência ao antibiótico. Acatei a sugestão da médica, pois não tem como a Marie ficar vomitando 2 vezes por dia todos os dias.
Se vc souber de algum alimento ou algum método que ajude o cachorrinho a não vomitar, eu agradeceria imensamente.
Fiquei mto emocionada com sua história!
Logo que recebi o exame de sangue, antes mesmo de falar com o médico sobre os resultados, a Marie por 2 vezes se escondeu de mim num canto de nosso apartamento como se não quisesse mais me ver e isso pra mim foi mto difícil. Era como se ela quisesse me dizer algo e eu sofri mto e ainda estou sofrendo pq não sei o que exatamente ela tem para estar com o número de plaquetas (e tb eosinófilo e monócito) abaixo do normal.

Comment by Luciana Barbosa Hall — 20080420 @ 7:46

triste ;(
meu cachorro esta com quase os mesmos sintomas
não posso perder ele
está comigo desda infancia

Comment by Luany — 20080425 @ 17:36

Querido amigo,

Só quem ama e cuida de seus cachorros sabe o quanto dificíl foram estes momentos…Agradeço pela idéia do site no hemogramaga de meus filhotes(4) acussou trombocitopenia e peguei muitas informações com você…

Obrigada e parabéns pela iniciativa e por não ter desistido de salvar a vida da Ramona…

Comment by tâmara — 20080507 @ 23:35

Nossa, desabei de chorar…
Fiquei muito tocada com a sua história e da Ramona, Caio.
Já tive cachorra, mas tbm já se foi, sempre é triste. Mas tem vezes que não importa o quanto nos esforcemos as coisas vão acontecer.
Parabéns a vc e à sua família por terem tentado tudo para salvar a vida da Ramona!!

Comment by Fernanda — 20080514 @ 17:58

oi, minha cachorra esta muito mal,mas ainda nao sabemos o que ela tem,ela esta magra e nao come ja faz uns 3 dias ou mais.esta com feridas na pele.Estou com medo de perde-la amo muito ela e ela é grande assim que nen a sua!!!!Bom obrigado por me escutar!!!fike com deus

Comment by Alessandra — 20080525 @ 19:44

O ano de 2007, para mim, foi de perdas. Em questão de meses perdi a mãe e o filho, ambos pastores brancos. A mãe foi muito rápido (1 semana), o filho foi menos (15 dias)e quase perdi a filha também. Tenho muito que agradecer o empenho da veterinária e minha amiga Dra Lúcia de Búzios, ela foi 1000.
Bom, qdo foi detectado pelo exame de sangue a erlichia, começamos o tratamento com a doxiclina, durante 30 dias. Logo voltaram a comer, brincar, tudo normal…. Qdo a mãe teve a recaída foi rápido. Fizemos outros exames com os fhos e deu novamente a erlichia e aí tomaram doxiclina por mais 40 dias. O macho começou a tomar corticóide para subir as plaquetas e sobem mesmo, só que ao mesmo tempo diminui os leucócitos, parece um jogo, mas já não tinha mais jeito, ele teve a erliquiose e a babesia, bom, sangrava por todos os lados, fez 3 transfusões e não deu jeito. Sangrava pela boca, pelo nariz, pela urina, pelas fezes e assim ia, lógico que a dra Lúcia tomava as providências para q isso não acontecesse, mas mesmo com toda medicação, ele não respondia ao tratamento e acabou falecendo. Com tudo isso, acabamos sendo mais evasivos, começamos a fazer na fêmea exame de 15 em 15 dias e mesmo tomando a doxiclina estava difícil acabar com tudo isso, ela também não respondia ao tratamento, começamos a fazer o exame toda semana e sempre fazendo o jogo de tomar a corticóide para aumentar as plaquetas, mas abaixavam os leucócitos e ai parava. Para o aumento dos leucócitos ela tomou leucogen e imunologic, mas não teve um aumento considerável e ai a dra Lúcia me chamou para uma conversa séria, ela achava que a fêmea já não tinha mais a erlichia e sim a sequela da doença, que foi uma aplasia. Aplasia é qdo a medula para o seu funcionamento e é sério porque não produz novas células, isso foi detectado através do exame chamado mielograma. Ela chegou a 1.0 de leucócitos e o normal é de 6.0 a 17.0, as plaquetas chegaram a 50.000 e o q fazer? Eu entrei em desespero, não queria passar tudo novamente…. Até que foi dada uma opção pela patologista que seria usar um medicamento humano e que ainda não tinha sido usado em cachorro e então eu aceitei o desefio, vamos tentar… Deu certo e ela está aqui comigo muito bem obrigada.
Caio, entendo perfeitamente o que vc passou. Qdo eu li sobre a Ramona, chorei muito, pq lembrei da minha eterna Flaky e do meu Boy, se nós soubéssemos do medicamento que salvou a Snow, hoje viva, os outros estariam comigo também. Fique com Deus.

Comment by Ana Paula — 20080528 @ 21:09

CAIO,ESTAVA FAZENDO UMA PESQUISA,POIS FAÇO FACULDADE DE VETERINÁRIA E AMO OS ANIMAIS,LI A SUA HISTÓRIA E CHOREI MUITO!SÓ AGENTE SABE O QUE É UM OLHAR CARINHOSO DE UM ANIMAL.

Comment by MARISA — 20080603 @ 11:23

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