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		<title>ser ou não linguista</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Feb 2013 21:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia tava pensando&#8230; fiz tanta matéria de literatura e clássicas que nem sei se me formei mesmo em linguística. Aí resolvei sentar e separar as disciplinas pra ter uma idéia do meu &#8220;major&#8221; e do meu &#8220;minor&#8221; segundo o esquema americano para diplomas. Eu acho que finalmente posso dizer que sou um linguista, mas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia tava pensando&#8230; fiz tanta matéria de literatura e clássicas que nem sei se me formei mesmo em linguística. Aí resolvei sentar e separar as disciplinas pra ter uma idéia do meu &#8220;major&#8221; e do meu &#8220;minor&#8221; segundo o esquema americano para diplomas.</p>
<p>Eu acho que finalmente posso dizer que sou um linguista, mas com um pé e uma mão em clássicas, que adoraria poder estudar de verdade. Inglês acabou ficando meio que embutido no pacote, não considero créditos ganhos em matérias de inglês porque&#8230; bem, era minha obrigação mesmo. Se quiser saber <a href="http://caio.ueberalles.net/log/2009/01/25/letras-linguistica-ingles/">o que cada matéria é, clique aqui pra ler o post sobre cada uma delas</a>.</p>
<p>Aí vai o que eu sou, segundo meu diploma (separado por área temática):</p>
<p><strong>Linguística (16)</strong><br />
Fonologia da Língua Inglesa I<br />
Fonologia da Língua Inglesa II<br />
Iniciação à Pesquisa Científica<br />
Língua Inglesa Escrita IV<br />
Língua Portuguesa II<br />
Linguística I<br />
Linguística II<br />
Linguística III<br />
Linguística Indo-Européia I<br />
Linguística Românica<br />
Orientação Monográfica em Inglês I<br />
Orientação Monográfica em Inglês II<br />
Sintaxe I<br />
Tópicos de Pesquisa em Estudos Linguísticos<br />
Tópicos Especiais de Linguística<br />
Tópicos Especiais de Tradução I</p>
<p><strong>Literatura (10)</strong><br />
Estudos Anglo-Americanos<br />
Literatura Brasileira III<br />
Literatura Brasileira IV<br />
Literatura Inglesa I<br />
Literatura Inglesa II<br />
Literatura Inglesa III<br />
Literatura Inglesa IV<br />
Literatura Portuguesa II<br />
Teoria da Literatura I<br />
Teoria da Literatura II</p>
<p><strong>Clássicas (8)</strong><br />
Estudos Clássicos I<br />
Estudos Clássicos II<br />
Estudos Clássicos III<br />
Estudos Clássicos IV<br />
Leitura em Língua Latina I<br />
Língua Latina I<br />
Língua Latina II<br />
Língua Latina III</p>
<p><strong>Outras (10)</strong></p>
<p>Evolução do Teatro no Brasil I<br />
Inglês Básico<br />
Língua Inglesa Escrita I<br />
Língua Inglesa Escrita II<br />
Língua Inglesa Escrita III<br />
Língua Inglesa Oral I<br />
Língua Inglesa Oral II<br />
Língua Inglesa Oral III<br />
Língua Inglesa Oral IV<br />
Língua Portuguesa I</p>
<p>Alguma frustração? Com certeza: não ter podido cursar nada de fonética, por problemas absurdos da grade de horas da universidade, que parece privilegiar os que não precisam trabalhar pra pagar as contas. Por outro lado, o que estudei de fonética deve ser mais que qualquer aluno de letras estuda, comprovado conversando com professores. Então tá bom, tô feliz, satisfeito, linguista :-)</p>
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		<title>corrida na ilha do mel</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2012 01:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Voltamos hoje da última etapa de corridas em montanha da Naventura.com.br, 12km na Ilha do Mel. Estamos atletinhas demais, próxima parada São Silvestre do Fim do Mundo. Isso é tudo que eu tenho pra dizer no momento! Vídeo com trechos por onde a prova passou, segundo o Google Earth: Resultados as provas de 6K e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Voltamos hoje da última etapa de corridas em montanha da Naventura.com.br, 12km na Ilha do Mel. Estamos atletinhas demais, próxima parada São Silvestre do Fim do Mundo. Isso é tudo que eu tenho pra dizer no momento!</p>
<p>Vídeo com trechos por onde a prova passou, segundo o Google Earth:<br />
<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/QpepF2w5-RE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Resultados as provas de 6K e 12K aqui (fiz em 1h38m): <a href="http://naventura.com.br/CoM/Res.htm">http://naventura.com.br/CoM/Res.htm</a></p>
<p>A organização tirou algumas fotos (só até a metade do percurso, meio sem sal):<br />
<a href="https://picasaweb.google.com/100691008267276631486/CircuitoParanaenseDeCorridaEmMontanhaIlhaDoMelPR">https://picasaweb.google.com/100691008267276631486/CircuitoParanaenseDeCorridaEmMontanhaIlhaDoMelPR</a></p>
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		<title>parque de software de ônibus</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2012 20:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora que desci alguns degraus na minha escala social e de locomoção, passando de pegar 2 ônibus pra trabalhar para 7, achei uma boa idéia documentar como faz pra ir de ônibus até o Parque de Software de Curitiba, localizado no fim do mundo, quase fora do mapa da cidade. Usar transporte público pra vir [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que desci alguns degraus na minha escala social e de locomoção, passando de pegar 2 ônibus pra trabalhar para 7, achei uma boa idéia documentar como faz pra ir de ônibus até o <a href="http://wikimapia.org/14160203/pt/Parque-de-Software">Parque de Software de Curitiba</a>, localizado no fim do mundo, quase fora do mapa da cidade.</p>
<p>Usar transporte público pra vir pro Parque de Software é um saco, mas dá. Levo cerca de 1h tanto pra ir quanto pra voltar. Achei que seria bem pior inclusive. As rotas abaixo foram testadas por mim e tem o tempo médio em horários de pico (leia-se manhã bem cedo e fim do dia).</p>
<p><strong>Ponto inicial:</strong> só existe um ônibus que passa por dentro do Parque de Software, é o alimentador laranja Itatiaia. O ponto é um só, em frente ao refeitório e condomínio do parque. Se você precisa ir ou vir de lá, vai ter que pegar o Itatiaia, obrigatoriamente. A boa notícia é que ele é bem rápido e frequente, dificilmente vai gastar mais que 15 minutos entre esperar ele, pegá-lo e descer no seu ponto ou terminal.</p>
<p><strong>Ponto dois, o terminal:</strong> como precisa pegar o Itatiaia, você vai descer ou subir sempre no <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/terminais/fazendinha.html">Terminal Fazendinha</a>. O terminal é simples, mas funciona que é uma beleza. Dali você vai pra virtualmente todos os pontos que prestam na cidade, seja diretamente ou por baldeação.</p>
<p>Lá do Terminal Fazendinha você pode pegar os seguintes ônibus, por trajeto:</p>
<p><strong>Ao centro, o novo:</strong> o modo mais fácil e rápido de ir pro centro de Curitiba de lá é pegando o convencional amarelo Fazendinha-Rui Barbosa, que para naturalmente na praça Rui Barbosa, o equivalente à Praça da Sé daqui, com conexão e proximidade com tudo que é canto. O trajeto leva em média uns 25 minutos e dá até pra escolher o assento de tão vazio que anda.</p>
<p><strong>Ao centro, o velho:</strong> se você precisar ir um pouco mais além, até o centro velho, pegue <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/ligeirinhos/fazendinha-tamandare.html">o ligeirinho prateado Fazendinha-Tamandaré</a>. Ele para no centro no tubo <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/terminais/guadalupe.html">Guadalupe</a>, que é do lado do antigo terminal. Dali pra reitoria da UFPR ou Círculo Militar do lado do Passeio Público é 5 minutos andando. O trajeto dele leva uns 40 minutos, testados em dia chuvoso e às seis da tarde.</p>
<p><strong>Aos bairros:</strong> o jeito mais fácil de atravessar os bairros mais centrais de Curitiba vindo do Parque de Software é ir pro Terminal Portão, que se você não conhece ou não sabe usar então significa que é um alienígena em Curitiba. Pegue o alimentador laranja Fazendinha-Portão, ele leva uns 30 minutos até lá. De lá pode pegar o bendito alimentador laranja Cabral-Portão, que vai até o <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/terminais/cabral.html">Terminal Cabral</a> do outro lado da cidade.</p>
<p><strong>E além:</strong> claro que você precisará fazer outros trajetos também, e pra isso os bi-articulados Centenário-Campo Comprido e <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/expressos/santa-candida-capao-raso.html">Santa Cândida-Capão Raso</a> servem e sobram. O primeiro é pra quem mora perto do centro, leva uns 60 minutos do Jardim Botânico até o terminal Campo Comprido. O segundo é pra quem vai até o Terminal Portão que já mencionei, leva cerca de 25 minutos saindo da <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/pracas/praca-eufrasio-correia.html">Praça Eufrásio Correia</a> no centro.</p>
<p><strong>Alternativa:</strong> mas você não precisa passar pelo centro, desde que respeite a regra universal de ir até o Terminal Fazendinha e pegar o tal ônibus que passa no Parque de Software. Pode pegar o verde <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/interbairros.html">Interbairros IV</a> ou <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/interbairros.html">Interbairros V</a>, que passam ambos pelo <a href="http://www.parquesepracasdecuritiba.com.br/onibus/terminais/fazendinha.html">Terminal Fazendinha</a>. Tem também o alimentador laranja Fazendinha-Campo Comprido.</p>
<p><strong>Resumindo:</strong> esses são os trajetos possíveis de se fazer que eu uso&#8230;</p>
<ul>
<li>Praça Eufrásio Correia ↔ Terminal Portão ↔ Fazendinha-Portão ↔ Itatiaia ↔ Fim</li>
<li>Praça Rui Barbosa ↔ Fazendinha-Rui Barbosa ↔ Itatiaia ↔ Fim</li>
<li>Fazendinha-Tamandaré ↔ Itatiaia ↔ Fim</li>
<li>Cabral-Portão ↔ Fazendinha-Portão ↔ Itatiaia ↔ Fim</li>
<li>Interbairros IV ↔ Terminal Fazendinha ↔ Itatiaia ↔ Fim</li>
</ul>
<p>Agora, se tudo isso pareceu demais e demorado, você vai gostar de saber que o trajeto da minha casa até o Parque de Software tem 15km e eu faria correndo o tempo que os ônibus levam. Ria, pra não chorar.</p>
<p>Tenho certeza que, embora eu seja ateu, algum tipo de céu existe pra quem pega 7 ônibus diariamente. Quando comprar meu carro será com gosto. Meu medo é que até lá Curitiba já tenha se transformado de vez em São Paulo&#8230; e eu vou sentir saudade da época que conseguia pegar tantos ônibus sem passar muita raiva.</p>
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		<title>grandes taras da humanidade</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2012 20:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem botei no Twitter as grandes taras da humanidade, sendo a humanidade nesse caso composta inteiramente por mim, e taras sendo taras de personagens de desenhos animados. Achei por bem esclarecer o ocorrido. Notarão um traço meio em comum com todas essas role models para garotas! Cof cof cof. Daphne Rica, ruiva e sempre se [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://twitter.com/caio1982/status/248197680717766657">Ontem botei no Twitter as grandes taras da humanidade</a>, sendo a humanidade nesse caso composta inteiramente por mim, e taras sendo taras de personagens de desenhos animados. Achei por bem esclarecer o ocorrido. Notarão um traço meio em comum com todas essas <em>role models</em> para garotas! Cof cof cof.</p>
<p><strong>Daphne</strong></p>
<p>Rica, ruiva e sempre se metendo em perigo pra ser salva, além de ter um bom olho pra conjuntinhos de tons roxos e verde que combinam com o cabelo. Tem o que não gostar da Daphne, sério? No máximo é uma patricinha, mas isso é facilmente perdoável já que é também inteligente suficiente pra investigar conspirações de monstros e ter um cachorro falante. Era uma dondoca que virou jornalista e faixa preta em lutas. Aloco! Tenho uma Daphne em miniatura na gaveta do escritório. Isso diz tudo.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2012/09/daphne.jpg" alt="Daphne" /></p>
<p><strong>Cheetara</strong></p>
<p>Mano do céu. Além de lutar, saber manusear um bō (um bastão, só que mais legal) e é praticamente uma ginasta olímpica, só que sem a parte de ser uma nanica com membros curtos! Não sendo isso motivos suficientes pra gostar dela, a maldita ainda é uma mulher misturada com guepardos e corre e nada pra diabos, e é membro dos Thundercats rrrrôôô! É brava, mas carinhosa, como uma felina grrrwww. Uma tri-atleta gostosa que tem sentimentos. Bate essa, quero ver. Além disso ela tem visões do futuro, é lasciva, loira e pinta os olhos. Pontos pra ela.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2012/09/cheetara.jpg" alt="Daphne" /></p>
<p><strong>Psylocke</strong></p>
<p>Já começa que a Psylocke é uma guerreira mutante. Boom! E faz tudo o que tem que fazer com umas fitas alucinantes enroladas nas pernocas musculosas, sem tropeçar nunca! Se ela fica putinha resolve a parada com umas facas que não existem ou joga pulsos de energia pra cima de você e acaba com sua raça, quando não tá ocupada salvando o planeta com os X-Men (ela é mulher, mas tá com os X-Men, confuso, eu sei). Ela pode ler sua mente, te deixar doidão, e pode mexer com objetos só com a força psíquica e aquele sotaque britânico fofo.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2012/09/psylocke.jpg" alt="Psylocke" /></p>
<p><strong>Asuka</strong></p>
<p>Vai somando aí: é adolescente mignon, ruiva, o nome dela veio de porta-aviões da segunda guerra mundial, é geniosa e bocuda nos relacionamentos (segura peão!) e é uma das melhores pilotos de todos os tempos. Ah, eu falei que é piloto de robôs humanóides gigantes? Que por acaso ajuda a matar uns tipos de anjos extraterrestres gigantes e monstruosos enviados diretos por algum tipo de deus que quer matar os humanos! Caralho! E ela ainda aparece de bikini por aí.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2012/09/asuka.jpg" alt="Asuka" /></p>
<p><strong>Leela</strong></p>
<p>Como se não bastasse ser a capitã de uma nave interestelar do futuro, a Leela é meio mutante também. Ela é gostosa e usa rabo de cavalo roxo. Mas não é mutante por isso não, ela é ciclope que nasceu nos esgotos duma Nova Iorque futurista manolo. Tenso. Use proteção. Ela anda por aí de boa, com botas de obra e collant, com decotão à vista. Não obstante dá um pau nos caras em questão de luta e combate corpo-a-corpo. Atletinha mesmo, amante da natureza.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2012/09/leela.png" alt="Leela" /></p>
<p><strong>Sandy Bochechas</strong></p>
<p>Embora isso possa parecer um pouco zoofilia, a Sandy Bochechas é muito fofa pra deixar passar. Tudo bem, ela é uma esquilo. Mas não é só isso! Ela é uma esquilo temperamental (do Texas) super inteligente e corajosa. Conta pontos ser amiga do Bob Esponja, e pra tal ela anda sempre com um traje espacial, caso contrário morreria. A casa dela é uma cúpula de vidro com uma árvore dentro. No fundo duma fenda oceânica no pacífico! E é uma cientista! Também tenho uma miniatura dela.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2012/09/sandy.png" alt="Sandy" /></p>
<p>Ah, essas garotas&#8230; tão incríveis e bonitonas, cada uma do seu jeito. Fabulosas. Soberbas.</p>
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		<title>como fazer chantilly caseiro</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 02:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atenção que agora você vai ler tudo o que quis saber sobre chantilly. Quer saber como fazer chantilly caseiro? Como fazer creme de leite ou manteiga? Hmm, como bater chantilly? Qual o ponto do chantilly? Continue lendo que vou dar o ↑ ↑ ↓ ↓ ← → ← → B A do chantilly, malandragem. Outro [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Atenção que agora você vai ler tudo o que quis saber sobre chantilly. Quer saber como fazer chantilly caseiro? Como fazer creme de leite ou manteiga? Hmm, como bater chantilly? Qual o ponto do chantilly? Continue lendo que vou dar o ↑ ↑ ↓ ↓ ← → ← → B A do chantilly, malandragem.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2012/03/pavlova.png" alt="Chocolate Pavlova" /></p>
<p>Outro dia resolvi fazer uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pavlova_(food)">Pavlova</a>, um tipo de torta de merengue com chantilly. Googleia aí, é boa a parada. Só que, claro, eu tinha que usar meu próprio chantilly e lá foi eu e minha dignidade bater creme de leite até cansar. Pras anotações abaixo eu bati cerca de 3kg de creme de leite, compare com uma receita simples de chantilly que leva 300g. Mas porra mano, você não sabia fazer chantilly, mesmo? Então, eu sou o cara de salgados, doce não é comigo. Desculpa, pô. Coisas com leite ou ovos eram um mistério pra mim, por isso tentei fazer uma Pavlova.</p>
<p>O principal mesmo é: usar os ingredientes certos e do jeito certo. Eu era ingênuo e achava que creme de leite de mercado viraria chantilly se ficasse batendo bem, aí li <a href="https://plus.google.com/111087454548152907883/posts/SnBHTeYbzPR">On Food and Cooking</a> e descobri coisas legais, nada como descobrir o lado científico da cozinha do Beakman. Botei as dicas aí embaixo.</p>
<p>Várias receitas depois e muita leitura, aqui vai:</p>
<p>Ponto principal: chantilly é gordura. E do leite sai a gordura, glóbulos que se acumulam quando o leite descansa e vão pra superfície e, se o leite não for muito homogeneizado (como os comuns de supermercado), se transformam numa camada natural de creme pra você bater. Dali sai a nata e a manteiga, naturalmente, e o chantilly que não surge sozinho.</p>
<p>Algumas pessoas fazem malabarismos com os instrumentos de bater o chantilly. Uns botam as pás de batedeira ou fouet no congelador, compram tigelas de metal caras só pra poder gelá-las, botam o creme pra dar uma congelada etc. Não precisa, juro.</p>
<p>O grande lance é que manter a temperatura do preparo baixa e estável ajuda o creme, ou leite em última instância, a ficar suave e segurar sua estrutura molecular. Essa estrutura se sustenta com a gordura e as bolhas de ar que você enfia no creme ao bater, por exemplo com um fouet. Se você simplesmente bater tudo, a sua mão, a tigela, a fricção e a temperatura ambiente vai esquentar o creme e acabar com essa estabilidade.</p>
<p>Porém não precisa congelar nada. É perfeitamente possível fazer chantilly sem gelar nada. Nem o creme. Aliás, se você congelar o creme como algumas pessoas fazem por umas horas, grandes são as chances de se formarem cristais que vão estourar as gorduras do creme e vai ficar, além de insosso, meio amanteigado demais. Nojento, garanto. Se precisar mesmo, deixe o creme na geladeira, em alguma parte bem fria, de um dia pro outro. Bote de noite e use no dia seguinte. Ah, mas eu ouvi falar por um primo do amigo meu que tem que botar a tigela na água fria e tal. Bom, boa sorte, talvez dê certo. Mas se você precisa fazer isso provavelmente é porque o seu creme não é bom o suficiente e a temperatura tá sendo só um truque.</p>
<p>Tem gente que tenta roubar usando fermento também, e uns chegam a bater claras de ovos em neve pra deixar o chantilly mais suave e volumoso. Bobagem, muito trabalho pra pouco resultado. Fermento pra mim não mudou em absolumente nada o chantilly, e a clara em neve já é difícil demais pra Pavlova que falei, nem fodendo que perco tempo com isso de novo na mesma noite.</p>
<p>Mas já que falei da gordura, tentei fazer chantilly com 3 tipos de creme. Um com 25% de gordura, outro de 38% de gordura e outro de 48% de gordura. Se chantilly é gordura, o de 48% deve ser melhor, né? Não. O ideal para chantilly é um creme com gordura entre 35% e 45% e somente nessa faixa.</p>
<p>Eu bati um creme de 25% de gordura por quase 1h, na mão, na batedeira leve e depois pesada e nada. O máximo que consegui foi ficar cansado e um creme super leve que não servia mal pra engrossar um café ou sobremesa. Ficou amargo, creme de latinha dessas marcas de TV não prestam. Nenhum passou de 25% de gordura. Acredite, eu nem tentei comer o chantilly de tanto suor que derramei nele tentando bater aquela merda.</p>
<p>Já o de 48% deu um chantilly pesado, de bater no máximo 3 minutos e já estar pronto. Na primeira vez comi com umas frutas e passei mal o resto do fim de semana, não dormi a noite passando mal. Bati demais na batedeira a ponto de fazer caminhos bem grossos no chantilly. Acontece que isso não é chantilly, é manteiga :-)</p>
<p>Na segunda vez bati na mão, que além de incorporar muito, mas muito mais bolhas de ar, dá mais controle sobre o chantilly. Amoleci ele um pouco com calda de maracujá e ficou supimpa. Muito bom, porém meio pesado ainda, de dar pra passar com faca sobre um bolo. Pra decoração deve ficar excelente.</p>
<p>O melhor chantilly que fiz foi o de 38% de gordura: bateu quase tão rápido quanto o creme de 48% e era bem mais suave, dava pra comer de colher e não precisei adocicar ele tanto. Nenhum dos chantillys que fiz precisou do que mais de 100g de açúcar, mas naturalmente quanto mais gordura mais açúcar. Nesse botei uma garrafinha de leite de coco pra dar gosto e ficou muito bom. O volume foi impressionante, bater o chantilly na mão vale cada gota de suor.</p>
<p>Falando em bater, outro ponto importante é não liquidificar o creme. Lembra das pelotas de gordura que ficam no creme? Lembra que se elas congelarem ou esquentarem elas arrebentam e viram manteiga? Então, você não quer bater elas demais ou destruir elas no meio do processo, certo? Bata devagar. Devagar. Mais devagar. Calma, não tanto.</p>
<p>Bata com um fouet e na raça, mas sem parar em nenhum momento. Em uns 5 minutos você terá chantilly. Eu sinceramente não recomendo usar batedeira, a chance de destruir a gordura do creme e perder o ponto é muito grande. Bata na mão mesmo, fazendo círculos bem grandes na tigela, tente fazer o creme ir pro alto e cair sobre si mesmo, assim entra bastante ar.</p>
<p>Outra coisa que você pode controlar no chantilly é a cor. Se comprar um desses de latinha pra sobremesa vai ver que ele é meio amarelado. Hmm, então os de baixa gordura são amarelados? Não, porque os de 48% costumam (pelo que testei e vi nos supermercados daqui) ser amarelados também. A cor na realidade vem dos carotenos. Manja a cenoura? Ela tem aquela cor por causa dos carotenos.</p>
<p>Dependendo do tipo de pasto que a vaca come, e da raça da vaca (umas convertem melhor os carotenos, outras não), o leite fica amarelado ou branco. E isso vai pro creme, e daí pro chantilly. Em teoria o chantilly de leite de búfala deve ser super branco :-) então, se a cor importa pra você, vai ter que conhecer da onde vem seu leite ou confiar em alguma marca que vende creme de leite branco.</p>
<p>Ok, falei e falei e nada disse. Como fiz meu chantilly ideal? Duas porções de creme de leite com 38% de gordura; cada porção costuma ter entre 200g e 300g. Bato até começar a fazer caminhos no chantilly. Não mais que 150g de açúcar, dividos em 3 porções pra ir batendo aos poucos senão amolece demais a mistura. Bato até o ponto que eu quero, mas tem que deixar pontas no fouet e não pode desabar ou desmanchar se eu fizer um pico no chantilly. Aí eu misturo essências, sucos ou algo que eu quiser. O ponto vai retroceder um pouco, amolecer de leve. Bato até ele voltar pro que tava. Jamais deixo fazer sulcos profundos no chantilly.</p>
<p>E a dica mor, pra não passar mal como eu: chantilly bom não tem gosto de manteiga nem de creme de leite. Com as dicas acima vai ser difícil você passar vergonha falando pros outros que cozinha mas que não sabe fazer um reles chantilly, garanto. Se um dia você usar chantilly de tubo de novo, como eu precisei usar, eu caço você até o inferno.</p>
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		<title>veja os bons exemplos, curitiba</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 20:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há pouco tempo rolou um stress em Curitiba entre quem anda de bicicletas na cidade. Foi inaugurada pela prefeitura uma ciclofaixa, como eles chamam, que só funciona por um domingo a cada mês e durante horários restritos. A coisa toda é de uma babaquice marqueteira impressionante. Podiam muito bem ter feito algo melhor, não é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há pouco tempo rolou um stress em Curitiba entre quem anda de bicicletas na cidade. Foi inaugurada pela prefeitura uma ciclofaixa, como eles chamam, que só funciona por um domingo a cada mês e durante horários restritos. A coisa toda é de uma babaquice marqueteira impressionante. Podiam muito bem ter feito algo melhor, não é nem o caso de agradecer o pouco que fizeram. Curitiba tem ciclovias entre parques somente, e essa (ao que me consta) seria a primeira fora deles, no meio do trânsito de carros e ônibus mesmo, por isso o nome ciclofaixa eu acredito.</p>
<p>Aí tirei férias e vim pra Praia Grande na casa dos meus pais e vi as reformas que tão fazendo na principal avenida da cidade (Kennedy). Tão destruindo toda a avenida anterior, duplicando faixas, trocando postes etc. Um dos motivos de tudo isso? Botar ciclovia no meio da avenida, exclusiva para bicicletas e nada mais. De novo: uma ciclovia. No meio. Da avenida. As obras já tavam rolando em outras partes da cidade e só agora chegaram na Vila Caiçara, por isso o espanto.</p>
<p>Que tal Curitiba aprender com bons exemplos como esse? Pensar um pouco mais em quem também vota nas eleições quando não está andando de bicicleta? Ciclovias, ou ciclofaixas, não devem ser somente para lazer, para ir de um parque a outro. Veja só o que dá pra fazer em uma cidade bem mais pobre que Curitiba&#8230;</p>
<p>Quer ciclovia pra passear em paz e segurança? Quase 25km pra isso. Entre coqueiros, nada mais típico pra uma cidade praiana. O formato da cidade facilita a localização (parece uma régua, com escalas separando os bairros), mas não a locomoção (atravessar vários bairros requer bastante perna). Mas ei, vá de bike! E se precisar atravessar a cidade pelo meio, só cruzar a via expressa por baixo dela usando as trincheiras. Tipo andar de bicicleta pela Linha Verde e cruzar ela quando quisesse.</p>
<p><a href="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/11/ciclovias-praia.png"><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/11/ciclovias-praia.png" alt="Ciclovia na beira da praia - Praia Grande" title="Ciclovia na beira da praia - Praia Grande" width="550" height="330" class="aligncenter size-full wp-image-754" /></a></p>
<p>Vale dizer que essa ciclovia à beira-mar tem pelo menos 10 anos já. Mas essa próxima não. Mal tem 1 ano e ainda está sendo construída (hoje ela está sendo feita em frente à casa dos meus pais). Nenhuma cidade precisa fazer ciclovia exclusiva se não quiser, uma ciclofaixa basta, mas isso aqui é supimpa. Sinalização com placas excelente pelo que pude ver e até semáforos com símbolos de bicicletas. Bem legal. Todas as faixas de pedestres das ruas são vermelhas onde cruzam a ciclovia. Já vi horário de rush e o negócio é ultra movimentado.</p>
<p><a href="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/11/ciclovias-kennedy.png"><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/11/ciclovias-kennedy.png" alt="Ciclovia na Kennedy - Praia Grande" title="Ciclovia na Kennedy - Praia Grande" width="550" height="331" class="aligncenter size-full wp-image-753" /></a></p>
<p>A cidade tem trechos de ligação de ciclovias também, não são só avenidas longas que tem elas. Aliás, não é exclusividade nenhuma de avenidas grandes, as ciclovias passam pela periferia e interior da cidade e por bairros nobres. Se liga no naipe da ciclovia do Canto do Forte (bairro de militares e aposentados). Os malandros botaram uma pérgula pra passar com as bicicletas por dentro. Uma pérgula, mano! Devem ter gastado uma grana, mas gente com dinheiro anda de bicicleta também. Será que rola ciclovia no Batel ou no Champagnat? Será que rola ciclovia pra ir até a porta do Shopping Barigui?</p>
<p><a href="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/11/ciclovias-forte.png"><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/11/ciclovias-forte.png" alt="Ciclovia no Canto do Forte - Praia Grande" title="Ciclovia no Canto do Forte - Praia Grande" width="550" height="331" class="aligncenter size-full wp-image-752" /></a></p>
<p>Se liga nas ciclovias de Praia Grande até o fim de 2010. Hoje a parte em construção (vermelha) já tem 2/3 completas pelo que vi. Falta só as ciclovias em torno da via expressa entre a prefeitura e o litoral sul. Só a cidade tem cerca de 70km e até o ano que vem espera bater 100km. Malandragem, isso é mais que a extensão do litoral do Paraná inteiro.</p>
<p><iframe width="550" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&amp;msid=209819649891871405565.0004993145424b72ab858&amp;ie=UTF8&amp;t=m&amp;vpsrc=6&amp;ll=-24.01448,-46.444702&amp;spn=0.219524,0.377655&amp;z=11&amp;output=embed"></iframe><br /><small>View <a href="http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&amp;msid=209819649891871405565.0004993145424b72ab858&amp;ie=UTF8&amp;t=m&amp;vpsrc=6&amp;ll=-24.01448,-46.444702&amp;spn=0.219524,0.377655&amp;z=11&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">Ciclovias</a> in a larger map</small></p>
<p>Aí você acha que é só uma cidadezinha com um prefeito moderninho né? Que ninguém deve usar ou que é moda, né? E se eu falar que as cidades em volta gostaram da idéia, a população aprovou e hoje você consegue atravessar a baixada santista inteira numa única gigantesca ciclovia, de uns 65km quase ininterruptos e o tempo todo com vista pro mar? Passando por 5 cidades, uma ponte, uma ilha toda e uma balsa até o litoral norte?</p>
<p>Mongaguá tem ciclofaixas pintadas na lateral das ruas, Praia Grande tem ciclovias exclusivas, São Vicente e Santos tem um ou outro tipo dependendo da região, Guarujá só tem ciclofaixas.</p>
<p><iframe width="550" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&amp;msid=201029173907324050101.0004b26a650e0c99b2f93&amp;ie=UTF8&amp;t=m&amp;vpsrc=6&amp;ll=-23.957391,-46.476288&amp;spn=0.439242,0.75531&amp;z=10&amp;output=embed"></iframe><br /><small>View <a href="http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&amp;msid=201029173907324050101.0004b26a650e0c99b2f93&amp;ie=UTF8&amp;t=m&amp;vpsrc=6&amp;ll=-23.957391,-46.476288&amp;spn=0.439242,0.75531&amp;z=10&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">Ciclovias contínuas na Baixada Santista</a> in a larger map</small></p>
<p>Aparentemente o filme do Kevin Costner tinha razão! Se construir, eles virão, Curitiba :-)</p>
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		<title>planejamento urbano de curitiba</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 23:00:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Outro dia conversando com a Turma do Barulho, aka meus amigos da região, falávamos sobre o número de construções por aqui. Vou tentar ser genérico pra quem não é de Curitiba entender, mas eu moro praticamente em frente ao Jardim Botânico. Existem, sei lá, pelo menos 10 prédios sendo construídos em até uns 3 quarteirões [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia conversando com a Turma do Barulho, aka meus amigos da região, falávamos sobre o número de construções por aqui. Vou tentar ser genérico pra quem não é de Curitiba entender, mas eu moro praticamente em frente ao Jardim Botânico. Existem, sei lá, pelo menos 10 prédios sendo construídos em até uns 3 quarteirões pra qualquer direção que eu for, além de um hospital. Bastante né?</p>
<p>- 5 prédios são de um condomínio, dá pra vê-los doutro lado da cidade<br />
- 1 prédio é do lado do meu<br />
- 2 prédios são de frente pro outro no quarteirão acima<br />
- 1 prédio no quarteirão de trás<br />
- 1 condomínio em frente a entrada do parque<br />
- 1 hospital tá sendo expandido perto daqui (enorme, hospital da PUC)</p>
<p><a href="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/08/bolha.jpg"><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/08/bolha.jpg" alt="bolha" title="Bolha imobiliária de Curitiba, do Claudio Matsuoka" width="500" height="281" class="aligncenter size-full wp-image-742" /></a></p>
<p>Provavelmente tem mais construções perto, eu só não lembro de cabeça. Se você achou que a bolha imobiliária era o problema, tenta de novo. São os carros.</p>
<p>Os cruzamentos aqui em frente são como um jogo da velha, e no meio existe uma rotatória. Pela manhã e pelo fim do dia para tudo, de ter semáforo verde mas ninguém andar, de tantos carros se cruzando. O sentido horizontal do jogo da velha liga o centro aos bairros mais distantes e outra cidade pequena da região por uma suposta avenida que tem só 2 faixas. O sentido vertical liga os bairros e o centro pro outro lado da cidade, onde ficam centros de exposições, a PUC, um campus da UFPR e uma das maiores avenidas da cidade que vai até o fim dela e pro aeroporto em outra cidade. Etc etc etc. Pra piorar, uma das linhas do jogo da velha é entrada da BR pra cidade, e existe uma linha de trem de carga e de passageiros que passa o dia inteiro cruzando esse jogo da velha ao meio. Aqui passam pelo menos 4 linhas de ônibus, em todas as direções do jogo da velha.</p>
<p>Agora vai imaginando o pessoal que vai morar nesses prédios, além da gente que já mora aqui, claro, somos filhos de Darwin também :-)</p>
<p>- Os 2 prédios de frente pro outro vão desaguar todos seus carros na mesma rua que é alimentada pela entrada da BR. Ela é de mão única, como a maioria das ruas/avenidas da cidade.</p>
<p>- O prédio ao lado do meu vai desaguar todo mundo na contra-mão da rua, vai todo mundo ter que dar a volta no quarteirão e vão cair ou na rua acima ou numa avenida do jogo da velha.</p>
<p>- A expansão do hospital tem 2 entradas e elas dão pra essa avenida que falei.</p>
<p>- O prédio do quarteirão de trás vai obrigatoriamente desaguar nessa mesma avenida, porque a rua que alimenta a BR é longe demais pra eles.</p>
<p>- O condomínio em frente do Jardim Botânico vai desaguar todo mundo bem no meio da rotatória onde todo mundo se cruza.</p>
<p>- Os 5 prédios do puta condomínio chique (que eu prefiro pensar ser um poleiro gigante) vão desaguar todos os seus carros na mesma rua que é entrada da BR e dos 2 prédios acima e que leva a tal rotatória ou vão desaguar todo mundo na mesma avenida do hospital. Existe uma terceira alternativa, que é desaguar todo mundo pra dentro do bairro numa avenida secundária, que vai deixar o bairro um inferno e eventualmente leva todo mundo a essas mesmas ruas e avenida.</p>
<p>Faça as contas: considere o número de prédios, a região (boa), todos os apartamentos com garagem, todo mundo indo e vindo trabalhar. Se eu der uma volta pelo bairro aposto que vejo mais construções, mas a dor mesmo é ver quantos terrenos livres ainda tem.</p>
<p>Todo mundo com crédito pode comprar um lugar, perfeito, numa região boa, perfeito, ter seu carro próprio, perfeito. A quantidade de carros com uma única pessoa dentro me incomoda mesmo, mas eu não paro de pensar também na falta de infra-estrutura da cidade pra essa bolha&#8230;</p>
<p>Planejamento urbano é o que mesmo? São Paulo é aqui \,,/</p>
<p><strong>UPDATE:</strong> o Boto fez um mapinha com a zona (tudum-pá), pra dar uma idéia:</p>
<p><a href="http://maps.google.com/maps/ms?msid=202922124373899240462.0004a98ed76b5479b55ca&#038;msa=0&#038;ll=-25.437868,-49.240444&#038;spn=0.012847,0.026157"><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2011/08/Screen-shot-2011-08-02-at-9.44.56-PM.png" alt="Mapa da zona de Curitiba, Jardim Botânico" title="Mapa da zona de Curitiba, Jardim Botânico" width="500" height="338" class="aligncenter size-full wp-image-746" /></a></p>
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		<title>capas da FSP, just for fun</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 18:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem eu por acaso caí num link &#8220;the nytimes they are a-changin&#8217;&#8221; pra um site de um cara que tinha feito um timelapse com as páginas iniciais do site do New York Times durante pouco menos que um ano, foi através de um twit do news.ycombinator. O propósito meio Bob Dylan do cara foi interessante, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu por acaso caí num <a href="http://okayfail.com/2011/nytimes-timelapse.html">link &#8220;the nytimes they are a-changin&#8217;&#8221; pra um site de um cara que tinha feito um timelapse com as páginas iniciais do site do New York Times</a> durante pouco menos que um ano, <a href="https://twitter.com/#!/newsycombinator/status/95358885631754240">foi através de um twit do news.ycombinator</a>. O propósito meio Bob Dylan do cara foi interessante, ter uma idéia do que aconteceu recentemente, e ele até foi reclamar que ninguém arquiva páginas iniciais assim com propósitos realmente jornalísticos (como jornais de verdade fazem).</p>
<p>Mas aí eu lembrei que <a href="http://caio.ueberalles.net/svn/scripts/capas_da_folha.sh">em 2006, praticamente 5 anos atrás, eu tinha feito um shell one-liner pra pegar todas as capas da Folha de S. Paulo desde sei lá quando</a>. Toin! Eu podia fazer a mesma coisa que o cara, e com mais dados! Afinal agora eu tinha uma década inteira pra uma timelapse, não menos que um ano&#8230; pfft! Dei uma sacudida na poeira do script, deixei rodando e minutos depois tinham mais de 4 mil capas do jornal de maior circulação no Brasil. Todos anos de 2000 a 2010, 365 capas. Incluindo anos bi-sextos. Cerca de 500mb de imagens.</p>
<p>Confira o vídeo com as capas entre 2000 e 2010, primeira década dos anos 2000 :-)<br />
<iframe width="525" height="325" src="http://www.youtube.com/embed/1DfDXDXD6kA?hd=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="http://caio.ueberalles.net/fsp/">Clique aqui e veja a galeria de capas da Folha de S. Paulo, de 1999 até 2011</a>, mais do que no vídeo.</p>
<p>Mas seu tucano! FSP é de direita! Zzzzzzzz&#8230; peguei as capas da FSP simplesmente porque eles se deram ao trabalho de gerar fac similes delas e botar online abertamente, se você souber outros jornais ou revistas que façam isso também me conte quais são e eu faço timelapses deles também ora bolas. Espero não ver reclamações por ser um jornal que cobre basicamente o estado de SP também.</p>
<p>A parte nerd não é muito diferente do cara do New York Times, um script que baixa todas as imagens, uns comandos pra juntar tudo num vídeo e pronto. No meu caso usei o one-liner que falei e tá linkado acima. Depois precisei só renomear as imagens pra facilitar manipulação: elas se chamam cpDDMMYYYY.jpg e eu queria algo mais próximo do formato ISO pra ajudar até em ordenação, YYYYMMDD.jpg.</p>
<p>Com as imagens renomeadas só precisei juntar tudo com o convert do pacote do ImageMagick: convert -delay 5 *.jpg fsp.mjpg. A opção de delay do convert é pra esperar 5 ticks pra exibir o próximo frame, ou seja, a próxima capa. Qualquer valor abaixo disso complica entender algo do vídeo, que com 5 ticks já fica ultra rápido. Usei MPEG por motivos óbvios, são JPEG animados, por isso. Não sei se era bug do ImageMagick ou se minha máquina é ruim (duvido), mas processar as 4 mil capas de uma vez travava, se existia algum erro nas imagens dava problema e você não sabia até se passarem 30 minutos e notar algo errado; a saber, cada ano era transformado em vídeo em cerca de 20 segundos aqui. Você vai acabar precisando ter o ffmpeg instalado já que o convert delega a criação efetiva do vídeo a ele. Claro, você pode usar o ffmpeg direto como o cara do NYT, mas eu queria usar explicitamente a opção de delay e não sabia como ela era no ffmpeg. A imagem deve estar bem ruim no vídeo pela cambada de coisas que usei, sinto muito, mas é um hack mesmo: jpeg + convert + ffmpeg + imovie + youtube</p>
<p>Depois de tudo pronto mandei o mjpg pro iMovie, fiz cropping pra pegar só o topo com manchetes e botei a trilha sonora, que deu trabalho pra ser escolhida porque eu queria uma duração e sincronia quase perfeita entre o início e fim dela com o início e fim das imagens em timelapse. As galerias fim usando o igal 2 com -w 25 -r pra ficar bem largo e sem efeito de filme. Acho que deu tudo certo apesar da xunxerice :-)</p>
<p>Sobre as capas, claro! Se você contar 365 dias por ano, vai perceber que 4 mil capas não bate. Eu preferi pegar todas as capas do primeiro ao último dia de cada ano, de 2000 até 2010. Ou seja, todas as capas de 2010 estão no vídeo, mas a rigor não são mais da primeira década. Eu gosto de pensar que 2010-2000 é igual a 10 em anos de calendário. Se você olhar na galeria, as capas entre 1999-2001 em geral são bem ruins, se bobear até em anos seguintes, algumas tem manchas e mesmo faixas horizontais bizarras. Não é erro de processamento, elas são assim mesmo. Eu pensava que os fac similes eram digitais, mas aparentemente são fac similes puros mesmo, escaneadas e tudo, então se deu erro na hora de escanear já era.</p>
<p>E agora? Bom, eu comecei a navegar pelas capas e já pensei em várias coisas. Achei engraçado ler notícias antigas que eu pensava terem sido tratadas de um jeito mas foram noticiadas de outro. Um uso direto pra essa galeria seria transcrever todas as manchetes e montar um corpus simples de manchetes da FSP da primeira década dos anos 2000 e fazer experimentos com NLTK. Fazer sentiment analysis seria incrível. Não sei se o conteúdo com manchetes de todas essas FSP estão abertas online, suponho que só pra assinantes, então transcrever deve ser até mais prático (!).</p>
<p>Aposto que saem umas análises interessantes daí, especialmente por terem coberto, nesse período: o governo de 3 presidentes (um intelectual, um operário e uma mulher, bastante conteúdo político pra analisar), queda do WTC, guerras mil, fim do Saddam, diversas eleições locais, recessões ao redor do mundo, busca por terroristas e morte do Osama, 3 copas do mundo, outras tantas Olimpíadas e por aí vai. Muita coisa interessante! O mundo e o Brasil mudaram absurdamente nessa primeira década, boa parte de tudo o que aconteceu tá nessas manchetes do vídeo.</p>
<p>Claro, o número de escândalos de corrupção foi ignorado por falta de recursos pra contagem.</p>
<p>Problemas conhecidos: as capas de 1999 e 2011 estão incompletas e com possíveis problemas. Algumas capas de 1999 não são de 1999 (pelo menos a primeira estava errada, não conferi todas). Tem um fac simile corrompido em 2006 que tive que recortar manualmente. As capas de 2011 estão incompletas, bem&#8230; porque 2011 não terminou ainda, talvez. Se encontrar links quebrados ou capas em lugares errados me avise! E um bug curioso já conhecido mas que tá fora do meu controle, infelizmente&#8230; a FSP tem todas as capas online, MENOS UMA: sabe dizer qual? Valendo um almoço grátis.</p>
<p>Nota legal breve: eu não tenho nenhum tipo de relação profissional ou simpatia política com a Folha de S. Paulo, fiz isso simplesmente porque todas as capas estavam disponíveis para acesso livre nos servidores da FSP (porém não indexadas e organizadas) e porque achei que seria interessante tanto jornalisticamente quanto linguisticamente. O copyright de qualquer coisa que seja é da FSP, considere isso somente um &#8220;remix&#8221; ou algo do gênero.</p>
<p>Bom, fim. Nada mal pra 24h de brincadeira, acho que passei mais tempo descobrindo como colocar botõeszinhos sociais na galeria e fazendo uploads do que realmente fazendo a coisa em si :-)</p>
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		<title>receita número sei lá qual</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 01:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Voltando de viagem outro dia eu vi uma foto de uma revista com um pão aberto com recheios por cima e tive uma idéia de receitinha pra agradar a Danielle um dia desses à noite. Hoje rolou a oportunidade, mas não achei que ia ficar tão bom! Ela geralmente reclama de algum detalhe (como minha [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Voltando de viagem outro dia eu vi uma foto de uma revista com um pão aberto com recheios por cima e tive uma idéia de receitinha pra agradar a Danielle um dia desses à noite. Hoje rolou a oportunidade, mas não achei que ia ficar tão bom! Ela geralmente reclama de algum detalhe (como minha mania de base sem sal + molho forte), mas parece que agradei, então&#8230;</p>
<p>É basicamente frango sobre salada sobre pão libanês (super leve) e uns esquemas no meio. Quase isso aqui :-)</p>
<p><center><a href="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2010/12/IMG_1354.JPG"><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2010/12/IMG_1354-300x225.jpg" alt="Frango sobre Salada sobre Pão Libanês" title="Frango sobre Salada sobre Pão Libanês" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-692" /></a></center></p>
<p>A receita é meio nas coxas (rá!), sem muita quantidade ou tempo, mas acho que dá pra repetir. O tempo total pra fazer tudo é mais ou menos 1h, sem precisar esperar, vai ficar ocupado o tempo todo. Eu acho que é algo rápido de fazer&#8230;</p>
<p>- 2 coxas com sobrecoxas meio grandes (R$ 2,50 as duas no mercado)<br />
- 2 folhas de pão libanês (vem 6 num pacote do <a href="http://albaba.com.br/">Al-Bába</a>, baratinho)<br />
- 1 cebola grande<br />
- 1 dente de alho<br />
- 1 limão pequeno<br />
- 1 tomate<br />
- parte dum maço de cheiro-verde<br />
- um pouco de maionese<br />
- temperos pra frango à gosto<br />
- um punhado de azeitonas<br />
- muito azeite de oliva<br />
- queijo ralado porcamente, não aqueles quase pó<br />
- folhas de salada variadas</p>
<p>Aí você dá uma Jamie-Oliverzada básica, enquanto deixa o forno aquecendo você tempera o frango com o que gosta. Eu misturei bastante azeite com uns temperos tipo cominho, pimenta do reino branca, sal e joguei por cima, tampei eles numa vasilha e sacudi até melar tudo. Corte a cebola em 4 fatias grossas e unte uma assadeira média com mais azeite e lambuza a cebola pra elas não grudarem, bote elas formando um quadrado, cada fatia num canto. Ajeite a coxa e sobrecoxa sobre 2 fatias. Ajeite o outro kit nas outras 2 fatias restantes, pra tudo ficar meio yin-yang e economizar espaço na assadeira e meta no fogo médio por 1h.</p>
<p>Enquanto isso vai limpando maços pequenos de folhas pra salada. Eu como qualquer uma, sem exceção, mas a Danielle só come alface, então pra não ficar sem graça (já que alface crespo murcha com calor), peguei alface roxo que é mais rebeldezinho e um pouco de almeirão que não é tão forte. Botei um punhado, bem pouco, de cebolinha também.</p>
<p>Corte o tomate em cubinhos, evitando acumular a água dele, e corte um belo punhado de azeitonas em 3 fatias por azeitona. Se for preta é melhor, eu só tinha verde, mas pelo menos eram recheadas! Misture azeite à gosto, o suco do limão pequeno (mais limão que azeite na verdade) e dê uma bela misturada com as mãos, escorra o excesso de água que acumular, pra não ficar meleca ao invés de salada.</p>
<p>Limpe o dente de alho e molhe ele no azeite, como um pincel, e esfregue bastante ele sobre o lado mais bem assado dos pães libaneses, cheire eles depois, se não tiver cheirinho de alho é porque esfregou pouco. Quando der 1h do frango assando bote os pães no forno pra ficarem quentes e jogue o dente de alho na travessa dos frangos. Quando ficarem soltando fumacinha, tire-os e bote o frango no fogo máximo pra acertar o ponto com salsinha por cima, pra queimar ela mesmo.</p>
<p>Aí é só preparar o prato: bote a salada mais &#8220;grossa&#8221; sobre os pães e depois os pedaços de tomate e azeitonas por cima, jogue o queijo porcamente ralado por cima e aí bote o frango por cima, meio na lateral do pão. Pra não desperdiçar, pegue as fatias de cebola da travessa e coma junto, elas vão estar boas mesmo! Pra finalizar, jogue todo o caldo da travessa, junto com o alho agora assado, numa xícara com uma bela colherzona de maionese, misture bem e bote por cima dos frangos. Aproveitamento total, meio gordo pela maionese mas muito bom.</p>
<p>Outra foto em detalhe da janta de hoje à noite, orgulho do papai! Frango bem temperado, salada levinha e no final um pão quentinho, úmido e com tempero da comida que escorreu:</p>
<p><center><a href="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2010/12/IMG_1356.JPG"><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2010/12/IMG_1356-300x225.jpg" alt="Frango sobre Salada sobre Pão Libanês - Detalhe" title="Frango sobre Salada sobre Pão Libanês - Detalhe" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-694" /></a></center></p>
<p>Escrevi muito agora, mas na hora estava de boca cheia :-)</p>
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		<title>como é correr descalço</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 22:57:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caio1982</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei se isso é bom ou ruim, mas sinto que além de ter entrado numa onda de posts terrivelmente longos eu também tô escrevendo sobre coisas hippies demais e deixando o lado nerd, geek, meio de lado. Mas se é pra entrar no clima aproveita e vai ouvindo a Bongo Song enquanto lê tudo, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se isso é bom ou ruim, mas sinto que além de ter entrado numa onda de posts terrivelmente longos eu também tô escrevendo sobre coisas hippies demais e deixando o lado nerd, geek, meio de lado. Mas se é pra entrar no clima aproveita e <a href="http://www.4shared.com/audio/lm2W3TTz/11_Zongamin_-_Bongo_Song.htm">vai ouvindo a Bongo Song</a> enquanto lê tudo, se tiver paciência :-)</p>
<p>Eu tava atrasando esse post desde o anterior sobre <a href="http://caio.ueberalles.net/log/2010/07/15/the-barefoot-running-book/">o livro do Jason Robillard</a>, e o principal motivo era eu ter certeza absoluta que é pra valer. De fato, é. Muitos blogs e modernos Barefoot Fulanos &#8211; como o <a href="http://barefootkenbob.com/">BKB</a> e <a href="http://barefootted.com">Barefoot Ted</a> &#8211; tem um discurso quase espiritual sobre porque correr descalço e tal, até entendo o porque, é difícil você não advogar em favor duma vida com menos sapatos ou tênis depois que percebe que eles são mais um problema do que solução (pra um problema que em teoria não existe).</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2010/10/caio1982-barefoot-2.JPG" alt="Depois de correr descalço o Circuito das Estações Adidas" title="caio1982-barefoot-2" width="550" height="413" class="size-full wp-image-674" /></p>
<p>Hoje corri minha segunda corrida oficial, a primeira verdadeiramente descalço; na primeira eu usei meus <a href="http://vibramfivefingers.com/">Vibram Five Fingers</a> por causa do frio forte que tava fazendo e porque não conhecia o lugar. A <a href="http://twitter.com/danihabkost">Danielle</a> foi junto e correu 5km pela primeira vez também, e até onde me consta foi a primeira vez que correu 5km inteiros fora de uma esteira de academia. O engraçado foi ela ter lembrado &#8220;mas você cresceu em <a href="http://goo.gl/maPe">Tucuruí</a>, morou em <a href="http://goo.gl/ZgnV">Praia Grande</a>&#8221; como se eu nunca tivesse tido problema pra andar descalço e, consequentemente, correr.</p>
<p>Realmente, em Tucuruí era normal no alto verão a gente andar sobre as sombras do que tinha na rua, de tão quente que ficava o chão, a rua etc. Era normal ir esquentando os pés aos poucos até ele ficar acostumado. Em Praia Grande eu sempre andei bastante descalço (não tanto quanto em Tucuruí), era até normal queimar os pés pra mim. Não que isso seja certo, queimar o pé não é esperteza nenhuma, mas acaba te acostumando&#8230; porém isso não faz ninguém mais preparado ou não pra andar descalço. Cacete, basta ler alguns artigos sobre isso que vai apitar várias sirenas na sua cabeça te dizendo que não evoluíamos pra andar 24h calçados. Trabalhar e estudar calçado é uma coisa, o limite do saudável tá longe disso entretanto.</p>
<p>Mas&#8230; se é assim, será que dá pra qualquer um correr descalço? Eu acho que dá, e foi depois de ver o<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fn8Qt-Wuj5Y"> vídeo do Stulzer cobrindo a corrida do Leonardo Liporati</a> na <a href="http://transpirando.com/2009/11/23/correndo-descalco-a-maratona-de-curitiba/">Maratona de Curitiba do ano passado que eu pensei &#8220;porra, isso faz todo o sentido!&#8221;</a> e comecei a pesquisar sobre isso, porque eu havia começado a correr pra perder peso uma ou duas semanas antes e tava tendo dores horríveis na canela, no peito do pé e joelhos. Joguei meu Nike surrado no fundo do armário e comecei do zero, já que nunca tinha corrido antes na vida, só que descalço. Está pra virar um ano e, agora quase 20kg mais magro, 5km já ficou fácil e vou me preparar pra 10km agora, um dia ainda corro uma maratona com o <a href="http://twitter.com/leobarefoot">Leonardo</a> só pela farra, se um dia eu for bom. Descalço, com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KSmR41_tbq0">pé-de-nego</a> como diria o <a href="http://twitter.com/tiagosh">Salem</a>, ou pé-de-mão estilo Æon Flux já que o vão do meu dedão é meio absurdo.</p>
<p>Em 1 ano correndo eu me cortei de verdade só uma vez, de sair um pouco de sangue mesmo. Bolhas só tive uma vez também, quando do alto da minha estupidez decidi correr na hora do almoço durante o verão. Lesão mesmo nunca tive depois de começar a correr descalço, a única vez que fiquei sem poder correr foi depois de estragar o joelho e o pé esquerdo escalando. Fiz merda, perdi 2 meses fazendo alongamentos, massagens etc, paciência. Arranhões, dedos raspados e tal é normal, nem conto como problema devido a correr descalço, não seria muito diferente se fosse de chinelo ou tênis. O número de gente de tênis com dedos doloridos, bolhas e unhas podres é incrivelmente maior&#8230; <a href="http://TheRunningBarefoot.com/?page_id=9">o FAQ do BKB sobre correr descalço responde todas as dúvidas gerais como por que, como, onde e quando.</a></p>
<p>É até engraçado isso, porque quando comecei a correr descalço, <a href="http://goo.gl/ZU8W">nos meus humildes 1.000 metros no Jardim Botânico</a>, as dores que eu tinha do dia por ter ficado de tênis ou bota simplesmente sumiam. Era relaxante, juro. E é aí que você começa a sentir seu corpo como uma máquina bonita de movimento e não um moedor de carne gigante como algumas pessoas fazem parecer correndo com dor, fazendo careta porque o joelho tá explodindo, gemendo enquanto tenta respirar socando o chão com o calcanhar. É essa parte transcendental que falei que é difícil ignorar, é meio estranho mesmo, não sei explicar. Você entra na onda total.</p>
<p>Aí você tá no meio dos caras correndo uma corrida com inscrição cara pra provar pra si mesmo que não tava maluco, nem que os outros que te influenciaram tavam malucos também. Na minha primeira corrida &#8211; <a href="http://o2porminuto.uol.com.br/circuitodasestacoes/">Circuito das Estações Adidas</a> &#8211; eu fui muito bem, fiz tempo pra ir pra um pelotão mais rápido até, só que usei os VFF e não fui realmente descalço. VFF são fantásticos pra correr em terrenos desconhecidos ou durante frio intenso (que amortece seus pés e isso não é bom) ou durante muito calor (que causa bolhas desnecessárias), mas eles também não tem tanto feedback tátil nem são livres de dores. Foi meio desapontador pelos VFF, mas foi bom pra treinar técnica e postura, que é o que realmente importa entre correr com dor e sem. Na segunda vez &#8211; hoje &#8211; o trajeto da mesma corrida mudou e sofri mais com as subidas constantes e acabei ficando um pouco mais lento. Mas como fui descalço, com direito a prender o chip de cronometragem usando uma corda no tornozelo e tudo, nessa vez eu fiquei mais que feliz ainda assim, mesmo depois de ouvir um &#8220;ai&#8230; moço, que penitência!&#8221; de uma tia corredora durante a prova. Não achei ninguém mais de VFF ou descalço lá, uma pena, me senti meio isolado já que ninguém fica comparando modelos de pé antes duma corrida.</p>
<p>Eu infelizmente não posso correr com muita frequência por falta absoluta de tempo, mas quando dá tento sempre manter um ritmo mínimo, até pra não perder muito do solado descalço. Só agora 1 ano depois de começar tudo isso que vou me aventurar em distâncias maiores que 5km de uma vez só; durante as eleições esse ano eu corri 8,5km sem parar na praia, como teste preliminar, sobrevivi. Sobre manter ritmo de corrida pra não perder o costume eu não sei dizer, mas comigo não é bom ficar sem andar descalço muito tempo e depois tentar voltar com tudo. Alguns dias de chuva e tênis molhado indo trabalhar já amacia e cozinha a pele demais pra mim, mas&#8230; como fico descalço sempre que não estou no trabalho ou faculdade, no máximo com chinelo, tá ótimo! O importante é não esquecer que seu calçado é mais sobre estilo e menos sobre proteção ortopédica. E eu percebi que eu finalmente fiz o switch no meu cérebro sobre correr quando a Danielle perguntou hoje cedo onde estava o tênis dela antes da corrida e olhei pra ela com cara de &#8220;mas você vai correr com tênis?&#8221; e ela riu.</p>
<p><img src="http://caio.ueberalles.net/log/wp-content/uploads/2010/10/caio1982-barefoot-1.jpg" alt="Depois de correr descalço o http://twittersrun.com.br 2010" title="caio1982-barefoot-1" width="550" height="586" class="size-full wp-image-673" /></p>
<p>Nesse 1 ano descalço já corri em tudo quanto é lugar, muitas vezes até pra testar a teoria: areia batida, areia fofa, grama, sobre pedrinhas, asfalto liso e asfalto velho, cimento, paralelepípedos e terra batida. Na chuva, no sereno, em dias secos, à noite, de manhã, ao meio-dia, no inverno e no verão. Já fui até meio expulso de academia por correr sem tênis nas esteiras. Enfim, o que acaba qualificando um terreno como bom ou ruim pra andar ou correr descalço, dito isso, é quão seco você consegue manter os pés. Ao menos pra mim. Quanto mais seco seus pés estiverem menos problemas você vai ter. Correr na chuva é possível mas não é super agradável, o ideal nesse caso é logo após a chuva parar porque aí vai estar umido mas não molhado. Com o tempo percebi que quando me sujava antes de chegar no ponto de partida eu me saía melhor logo de cara, então passei a sujar meus pés de propósito com terra ou pó de algum canto do trajeto. Assim meus pés ficavam secos desde o início, não importando se eu estava de tênis o dia todo, e de quebra dava uma proteção inicial (curta, mas prática) contra a temperatura do lugar.</p>
<p>É libertador sentir você voar baixo, sem fazer barulho tentando destruir o asfalto com seu joelho, flutuando quase, a passada rápida de correr descalço acaba aparecendo naturalmente, você nem precisa forçar, e isso foi outra coisa que me chamou a atenção em porque correr descalço não só é mais natural como faz todo o sentido; nonsense é correr com tênis de 500 dinheiros que te fazem gastar outros 500 em tratamento médico. Quando você corre descalço você simplesmente não consegue pisar com o calcanhar, que é o normal quando se está de tênis com amortecimento. Não dá, mesmo. Se você forçar vai sentir tanta dor que vai parar. Ok, você não força, começa então a naturalmente correr caindo na ponta dos pés e assentando o corpo do pé no chão, e de repente percebe que seu joelho está levemente dobrado o tempo todo. Sim, também é virtualmente impossível correr assim com as pernas esticadas, não é naturalmente eficiente, seu corpo vai negar. Pode parecer estranho, a Danielle diz que eu corro engraçado, mas é assim mesmo. Sinceramente ainda não tô 100% convencido sobre minha postura atual, mas pelo que vejo em vídeos é bem próxima do normal. Ainda preciso corrigir algumas coisas como o peso com que caio após ficar cansado, perco um pouco da postura nessa hora.</p>
<p>Mas então você vai ver que suas passadas, por isso tudo, ficaram mais curtinhas, não dá pra ganhar milhagem dando passadas longas, e você vai estar com uma cadência mais forte, mais constante, só que ao mesmo tempo mais leve, levíssimo. Tão leve que você vai correr olhando pros lados, pro alto, vendo a paisagem, e não de cabeça baixa olhando pro seu próprio umbigo de tão cansado você tá. Porque por mais que você precise prestar atenção onde pisa, sua postura agora é reta, você também não consegue correr inclinado demais assim, você se cansaria muito cedo, e acaba (só pra repetir no uso da palavra) naturalmente ficando mais ereto e correndo mais pelo movimento do que pela força bruta. Tudo isso você aprende sozinho, não precisa estudar nada, seu corpo cuida de tudo, você só precisa relaxar e lembrar sempre: se está doendo, está errado. É mecanicamente elegante, darwinístico até.</p>
<p>A única coisa que realmente aconselho sobre corrida descalça, e na verdade até mesmo sobre andar descalço por aí, é antes de tudo preparar seu corpo pra isso. Eu tive uma sorte tremenda nesse ano, era pra eu ter me machucado muito mais por empolgação, mas como nunca corri antes e comecei gradualmente (só que já descalço), tive menos trauma na transição. Alongar direito é absolutamente essencial, fortalecer a musculatura do pé idem, não é papo furado dos <a href="http://barefootrunners.org">Barefoot Fulanos</a> por aí não. Tem muitos tipos de alongamentos e fortalecimentos pra isso, procure o melhor pra você, só não fique sem fazê-los. Nunca. A arrogância de sair correndo feito um louco tem o preço muito alto, eu quase me dei mal algumas vezes por ser preguiçoso.</p>
<p>Correr descalço é meio infância feelings, sei lá, meio corra-para-as-montanhas-os-leões-chegaram. E nem precisa ser correndo não, eu não me acho atleta (ainda sou obeso se isso conta como argumento), só acho que aprendi a me divertir de um jeito novo, ande descalço por aí, não vai te matar, não tem agulhas com vírus jogadas nas ruas, você não vai ficar com sola de cavalo nos pés (isso é só mais um mito, a pele engrossa mas continua macia). Se não estiver a fim, beleza, sem problemas, isso não é evangelização ou grupo de auto-ajuda, mas não sabe o que está perdendo. Deixe que riam, no pior dos casos você chama a atenção por ser palhaço, mas não irá preso não, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CGyd4hsJMW0">a vida não é boa pelo preço que você paga nos seus tênis</a> :-)</p>
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